17 Aug 2009

Mesmo num labirinto, há sempre uma saída




1944, Espanha.
A guerra civil tinha acabado e Franco procurava acabar com os últimos republicanos.
Num posto um capitão falangista, brutal, déspota e sádico comanda um pequeno destacamento.
É para lá que viaja a sua amante e a pequena filha.
Ela já vai grávida.

Um filme maravilhosos, cheio de fábulas, contos de encantar e outros não tanto assim.
É também um filme complexo.
O realizador coloca a miúda a “ver” um fauno que a vai orientar através de inumaras tarefas todas elas perigosas no sentido de a transformar na princesa que ela na realidade virá a ser.
Se necessário com o sacrifício da sua própria vida.

É assim que se pode lutar contras qualquer ditadura, tenha ela que nome tiver, por vezes até a própria democracia pode ser uma ditadura.

E assim o filme vai contando duas histórias paralelas que em determinado momento têm forçosamente de se unir com os resultados de catástrofe que são previsíveis.

Em termos artísticos, o filme é superlativo, ganhou aliás o Oscar para a melhor cinematografia.
A cena final (gótica), vale por si o filme (pode imaginá-la pela foto) os desempenhos são impecáveis, o capitão produz no espectador o desejo de lhe dar logo que possível um tiro, a servidão mansa dos subjugados dá sempre que pensar.

Não pense muito.
Se não viu, veja.

5 comments:

carambola said...

" 1944, a guerra civil tinha acabado"? Disparate. Alem do mais,por aquilo que conta,cheira a mais uma fita anti-"facccista".Já enjoa.

Fado Alexandrino said...

Parabéns, não viu o filme e conseguiu acertar quase completamente. Tente o euromilhões.

Carlos Duarte said...

Caro Fado Alexandrino,

Desculpe, mas não concordo. A cenografia é óptima, a imagem também, mas a ideologia do filme é asquerosa. Como li escrito algures, não passa de um conto de fadas para comunistas, em que estes são todos puros como a neve e os fascistas (franquistas?) são todos bestas desumanas.

Não há (pela minha parte, não consegui passar de meio do filme) pachorra.

Fado Alexandrino said...

Obrigado.
Um filme quando é bom, transforma-se numa obra de arte, e como tal permite várias leituras.
Aceito a sua visão mas recordo-me que embora o “retrato” dos franquistas seja exacerbado, e como é que não havia de o ser, o fim mostra-nos que as ditaduras acabarão todas (mesmo que com sacrifício de inocentes) e isso é o ponto principal.
Claro que ninguém ignora que o comunismo também é uma ditadura.

Karocha said...

"Mesmo num labirinto, há sempre uma saída"
Espero que si Fado!

http://infamias-karocha.blogspot.com/