14 Apr 2009

A galope para lado nenhum


O filme começa com a notícia de que um rapaz, no estábulo onde trabalhava, tinha cegado com uma foice os seis cavalos que lá estavam.
Porquê?
Porque:

" the young man blinds the horses can only be partly answered, but a big part of it is that his parents never adequately teach the boy about sex. So, through a complex series of psychological transferences, the young man sublimates his masochistic sexual interests first onto images of the crucifixion of Christ, then onto horses. Something goes wrong when he finally tries to have sex with a human female, leading to the violence against the horses.

The therapist comes to believe that the young man's bizarre ceremony with horses really is a contact with God or "the gods". The therapist believes most people don't experience the divine or transcendent in contemporary life, so he worries about eradicating it from the boy, even though it is tied up with a perverse ritual that the boy has. Other themes include whether or not someone--even a psychiatrist-- can genuinely help someone who is afflicted with a unique form of inner turmoil.
(do IMDB)

É isto mesmo.
Resta acrescentar que Richard Burton um dos maiores artistas que o cinema já conheceu, no papel de um psiquiatra, ele próprio com uma vida conjugal atormentada, tem aqui uma das suas maiores interpretações assessorado pelo jovem Peter Firth (o filme tem trinta e dois anos).

4 comments:

dalloway said...

Já agora deixe-me dizer-lhe que vale a pena ler a peça, escrita por Peter Shaffer.
A interpretação do rapaz no filme é muito boa como também a de Daniel Redcliffe (conhecido por Harry Potter) no teatro.

Fado Alexandrino said...

Muito obrigado.
Foi para mim uma grande surpresa este filme, eu que vi quase tudo o que o feliz marido de Liz Taylor fez.
Quer o escritor quer Daniel Redcliffe são abundantemente descritos nos comentários do IMDB, tanto mais que não fosse pelos ousados nus frontais.
Presumo que viu a peça, ainda deve ter sido melhor de que o filme.

dalloway said...

Vi a peça mas torna-se difícil dizer qual o melhor até porque são registos diferentes o que torna a abordagem também ela diferente - mas acho, por exemplo, que a peça "Dúvida" 'perde-se' em filme apesar das excelentes interpretações. Gostei do filme mas gostei muito da peça. Quanto ao "Equus" não sou capaz de ser tão objectiva.
Gostei da interpretação de Redcliffe não propriamente pelo nu até porque a certa altura esse facto é de somenos importância dada a relevância da sua interpretação. De Daniel Redcliffe só conhecia enquanto Harry Potter (vi 2 filmes) mas algo me diz que este rapaz tem futuro a nível da interpretação, especialmente no teatro. Uma agradável surpresa dada a dimensão psicológica do papel.

Fado Alexandrino said...

Muito obrigado.
Não aprecio o tema Harry Potter e aquelas fantasias (ao contrário de quem bem sabemos) e portanto não vi nenhum filme dele.
Esperemos que sim, mas não são pouco os actores que ao mudarem de registo de adolescentes para adultos se perdem, por vezes porque nós queremos que eles sejam sempre "crianças".