5 May 2009

Há sempre dois caminhos


I let go the rage and sorrow for Sophie and Nathan...and for the many others who were but a few...of the butchered and betrayed and martyred children of the Earth.
When I could finally see again...I saw the first rays of daylight reflected in the murky river.
This was not judgment day.
Only morning.
Morning: excellent and fair.

Ontem fui até à feira do Livro e em conversa com uma amiga, comentei a quantidade de títulos que houve, há e haverá sobre a segunda guerra mundial e que obviamente tanto dinheiro deu a ganhar a tantos.
Já no fim de uma das alamedas num stand lá estava mais uma biografia de Hitler, não se percebendo o que é que mais haverá a contar.

Metemos conversa com a funcionária que com uma simpatia que não é vulgar encontrar queria a toda a força que levássemos um catálogo e dizia “comprem-me um livro”.
Não comprei mas voltarei para comprar o que quer que seja naquele pavilhão. Ela merece-o.

Nem por acaso acabo de ver este filme.
Há a reter dele um pormenor. Na vida, na tragédia, naquele momento maldito em que por um fio nos encontramos á beira do precipício, fazemos coisas impensáveis, mas uma vez feitas não há maneira de fazer o tempo voltar para trás.

My father believed that human perfection was a possibility.Every night I pray to God...to forgive me for always making a disappointment to my father.
And I pray to him...to make worthy of such a great good man.
I was a grown woman. I was wholly come of age. I was a married woman...when I realized I hated my father beyond all words to tell it.
It was winter of 1938. And my father was working for weeks on the speech he calls..."Poland Jewish Problem".
Orderly I typed those speeches...and I don't hear the words,their meaning, but...this time I came upon a word that I have never heard it before. The solution for PolandJewish Problem, he concludes...is "vernichtung".
Extermination.


Sophie recorda assim o pai que tanto amava e que na realidade era outro.
Mais tarde teve que fazer uma escolha.
Trágica nunca mais lhe poderia trazer paz de espírito.
Também nós temos a todo o momento que fazer escolhas.

Uma delas é acreditar que uma ditadura não é solução para nada.
Nunca podemos autorizar que um homem use o pé para nos calcar a cabeça como muito bem explica um comentador

I think that the officer should have killed Sophie
No, it was not in Nazi style. He had humiliated her, he had make her suffer, he had proven her that she CAN make such an inhuman decision, and most of that, he made her conscience torture her for the rest of her life. Killing her would be a mercy, and campus officers never knew much of it...


Ganhou merecidamente o Oscar

4 comments:

Cristina said...

é como a frase com que começa "Tropa de Elite":

as nossas atitudes não resultam das caracteristicas do nosso caracter, mas das circunstancias em que nos encontramos.

Fado Alexandrino said...

"Como água para chocolate".
Espantosos como numa frase tão pequena (que tão bem citaste) se condensa a filosofia da vida.

dalloway said...

Caramba!
Quanto mais vos leio mais gosto de vocês :)

Vocês = Cristina e Fado

Vou sair de fininho...

Fado Alexandrino said...

Muito obrigado.
Temo que quando abrir o seu blog, me aconteça o que vai acontecendo às mercearias de bairro perante os Colombo's