
Nunca teve nenhum emprego.
Cumpriu tropa em Angola e foi para Argel apoiar os movimentos terroristas que matavam os nossos soldados nas colónias.
Não sei, mas já deve ter sido agraciado como uma comenda qualquer no dia de Portugal.
Houve um único jornal em Portugal fechado pelo poder depois do 25 de Abril.
Chamava-se O Século. Foi fechado pelo poeta.
Manuel Alegre com a sua bela voz conclamou os portugueses para o elevarem a Presidente da República e teve o voto de milhão e meio de entusiastas admiradores.
Depois perdeu.
Muito doente e cansado, meteu baixa.
E foi caçar perdizes acompanhado do seu magnífico rafeiro.
Era este, o homem que ia ser o supremo em Portugal.
Já recomposto voltou aos duros trabalhos de deputado e agora descobriu que todo o País anda transido de medo, que só se fala mal do governo pelas esquinas e noite adentro.
A democracia, a liberdade estão em perigo.
Ele não podia ficar calado. E falou.
Ontem, hoje e amanhã vou dormir muito mais descansado.
Como em tudo na vida, há sempre um momento de humor que se junta ao trágico.
É divertidíssimo, ouvir pessoas que toda a vida foram e serão contra a liberdade e a democracia falarem nela, como estes:
Na sequência das críticas de Alegre, 50 cidadãos, de diversas áreas de actividade, muitos dos quais militantes ou próximos do PCP, divulgaram ontem um abaixo-assinado, Pela democracia, pela liberdade - por Abril.
Entre os signatários estão o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, a deputada Heloísa Apolónia
E conseguem alinhar nisto sem se rirem.
Grandes actores!















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