11 Feb 2011

Duas vidas preenchidas


Um épico baseado numa história real

Pode ser divido em duas partes, na primeira uma jovem de alta burguesia decide entrar para um convento abandonando um noivado.
E assistimos ao desmantelamento da pessoa enquanto única para se dissolver num conjunto espartano de vestuários, regras, silêncios, obediência absoluta e despojamento de qualquer sentimento que possa conter uma réstia de pecado excepto o de se entregar como noiva a Deus.
Culmina com o desaparecimento do próprio nome e a atribuição de um nome aleatório antecedido de "Irmã".
É belamente assustador.

Your training as a postulant has been mostly in externals. Now, as novices, you will be devoting the next year...to the real formation of a nun.
During that entire year, none of you will leave the Mother House. We will pay particular attention to the removal of faults...the control of passions, and the acquiring of virtue...so that you may be born again in Christ.
We will have exercises to develop charity, forbearance, and humility...and tests to destroy love of self.


Na segunda parte realiza o sonho da sua vida que era ir como enfermeira para um hospital perdido nos confins do Congo Belga.
E lá num extraordinário ambiente de cor alegria e exotismo encontra um médico com quem começa a trabalhar em grande empatia e que a cura quando adoece com tuberculose, estamos em 1930 e era uma doença quase mortal.
Mas o mesmo descobre que a vocação religiosa especialmente a parte de disciplina espartana começam a rarear e a criar dúvidas numa mulher que no fundo queria ser independente.
E então tem que regressar à Pátria e cai em pleno inicio da Segunda Grande Guerra.
O que acontece embora previsível é esmagador quando assistimos ao desprezo profundo que lhe é votado quando abandona o convento no que é considerado não uma normal opção mas uma traição .

I break the Grand Silence... because I can no longer cut short a talk with a patient who seems to need me.
Mother, why must God's helpers be struck dumb by five bells...in the very hours when men in trouble want to talk about their souls?

Audrey Hepburn considerava-o o seu melhor filme. Tinha razão.
Nomeado para oito Oscar debateu-se com Ben-Hur, a quadriga venceu.

Está aqui

1 comment:

Fado Alexandrino said...

Foi recebido um comentário.
Não vai ser publicado, não era insultuoso (que também vão para i lixo) mas nada acrescentava como crítica ou elogio ao post.
Publicá-lo seria trabalho perdido para quem o viesse ler.