30 Mar 2007

Exit

Nem todos os dias 13 são dias de azar.

Está a aquecer e ainda não é Verão


Uma votação, um cartaz e as forças vivas da Nação desatam aos gritos.
Sobre a votação já escreveram todos os senhores jornalistas e os senhores fazedores de opinião também já a deram.
Não tem importância, não representa nada, toca a assobiar para o lado e ala que se faz tarde que vem aí o Benfica-Sporting e se não houver assunto sempre se pode ir desencantar o problema da pequenina que foi roubada.

O problema agora foi o cartaz.
E para começar, tenho que dar os parabéns aos senhores que o plantaram ali. Com um custo de tostões tiveram direito a publicidade de milhões.
As televisões, os jornais e claro, aqueles senhores tão desocupados do seu tempo que de vez em quando passam pela Assembleia da República para picar o ponto olharam e falaram.
O primeiro a falar, na sua bela voz de barítono, um profissional da política a quem não se conhece outro cargo indignou-se.
Os outros indignaram-se também. A maioria também só vive daquilo.
Todos querem que seja proibido. Democraticamente.

E afinal o que diz o cartaz?
Portugal aos Portugueses. Basta de Imigração.
Parece normal.

Mas também podia lá estar, basta de subsídio de desemprego a quem não quer fazer nada, basta de indemnizações pornográficas aos gestores públicos, basta de derrapagens orçamentais, basta de milhares de carros do Estado para uso privado, basta de baixas fraudulentas, de sindicalistas eternos que já não sabem o que é trabalhar, basta de Otas’s de Tgv’s e de submarinos, basta de crimes de colarinho branco, de universidades que são lavandarias, de andarmos de beijinhos aos Palops e levar pontapés no cú dos mesmos, basta da falta de moral e ética dos nossos políticos e basta de centenas de imigrantes que se dedicam apenas e só ao roubo.

E por isso o cartaz é bem-vindo e os taxistas que pedem outro Salazar (como Ana Sá Lopes hoje descobriu, ela que não conhece a Carris) um dia vão encontrá-lo.
Ou então, teremos que nos barricar, para nos defendermos.

28 Mar 2007

1950


Nesse ano era Ted Smith o treinador da equipa nacional e nas eliminatórias para o campeonato do Mundo no Brasil, Portugal perdeu por 5-1 em Espanha, empatou em Lisboa por 2-2 e foi eliminado.

Palavras do treinador:

Há grande falta de aperfeiçoamento individual na maioria dos jogadores portugueses. Faltam a esta selecção elementos de classe internacional, mas os bons valores não surgem de geração espontânea, cultivam-se com treino metódico, muito treino - e a diferença que existe entre os portugueses e os espanhóis é a mesma que existe entre o profissionalismo e o falso amadorismo. Mas não posso alongar-me em minúcias e pormenores nem citar factos que possam redundar em prejuízo da minha posição perante o comité seleccionador. Tenho dois filhos e interessa-me assegurar-lhes a educação.

E mais à frente:

O erro maior - o erro indesculpável - foi a ordem de recuar para defender o resultado (Portugal esteve a ganhar por 2-1 e bastava ter ganho para forçar terceiro jogo) quando se impunha avolumar a escassa diferença que nos separava dos espanhóis.

Foi há cinquenta e sete anos.
No futebol algo mudou, no resto também. Para pior.

Nota. Citações e imagem de A Bola.

Maria Elisa Rogado Contente Domingues


A maior portuguesa viva deu uma entrevista ao semanário Sol sobre a doença que tanto a atormenta.
Não seus marotos, não é na que estão a pensar, até porque essa é uma salutar manifestação da mãe natura.
A sua doença só foi descoberta em 2002 pois antes tinha nomes que aqui não se podem publicar, pois este blog é lido por gente de muito bom nível social (ou de outra maneira eu nem aqui escrevia).
A sua doença é a célebre fibromialgia (somente disponível por catálogo e encomenda) e segunda a mesma é ainda vista como “uma doença da moda que não existe”.

Vamos então usar as sábias palavras da ex-adida cultural em London, ex-deputada, ex-actriz de cinema, ex-professora em Abrantes, ex-assessora da Gulbenkian, ex-funcionária da televisão portuguesa (ah! já voltou? não sabia, desculpem) em que explica os sintomas.

Diz ela (ou uma delas, porque nem todas sofrem do mesmo mal) que a doença ainda não é doença porque a lei diz que não se morre com aquilo.
Vamos agora aos sintomas, e até aposto que num instante vão descobrir que têm lá em casa um doente como ela.

Ora vejamos “de manhã para nos levantarmos é como ligar um carro a dez graus negativos, demoramos a aquecer”.
Muito doentes precisam de ajuda para tomar banho. Por isso não gostamos de ter actividades de manhã. As entidades patronais pensam que é preguiça.

Eu cá não penso, mas penso que pelo menos a Isabel Angelino, a Merche Romero, a Pimpinha Jardim et Outras, podiam muito bem de vez em quando ter esta doença e chamarem quem sabe da poda, eu claro, para lhes dar o banhinho.

E, como em todas as doenças, pode sempre piorar-se.
Nesta, então a recaída é terrível.

Diz a doente:

Muito médicos dizem que mudar de ambiente pode ser altamente positivo para um doente de fibromialgia. E eu sinto que piorei muito desde que voltei a Lisboa (tinha melhorado quando foi para London).

Minha querida, como eu a compreendo.
Também eu melhorava se desarvorasse daqui para fora.

26 Mar 2007

1,2,3 Volte outra vez
















Salazar ganhou ontem uma votação feita através de telefone ou telemóvel, para a eleição do maior português de todos os tempos.
Era um concurso televisivo.
Antes de entrar no assunto quero dizer-vos que ontem, durante o programa e como havia sido prometido, liguei cinco vezes para votar nele mesmo, e nunca fui autorizado a fazê-lo.
Ou a chamada era perdida ou dava rede sobrecarregada.
Isto não aconteceu com outros números.
Portanto, ele pode ter morrido, mas deixou cá bastantes sucessores habilitados a manobrar votações.

Sobre o dito concurso vamos assistir no imediato ao desvalorizar dos resultados (que era a brincar, que não tinha validade científica, que a maioria esclarecida não se dá ao trabalho destas patacoadas, que calhou mal porque na véspera Portugal ganhou à Bélgica e distraiu as pessoas, que têm feito muito sol, muito frio, tempo ameno, e como estamos em tempo de simplex, pode mesmo escolher o seu motivo).

Ora nada de mais errado.
Ignorar que trinta anos depois do golpe militar de Abril a votação esmagadora dos portugueses se centrou entre um ditador e um pró-ditador, atirando para um terceiro lugar um obscuro funcionários público e relegando para o caixote do lixo, dois poetas de nome universal ou heróis que abriram horizontes extraordinários ao Mundo devia dar que pensar a quem nos governa.

Bem podem começar a cuidar-se porque a razão principal desta votação é o desencanto que o povinho cada vez mais tem contra esta clique feita de cola UHU que nos governa se governa e cujas caras são as mesma de há trinta anos a esta parte.
Ora se o outro governou quarenta e nunca roubou, já aqui temos um ponto a seu favor e que o povinho tanto aprecia.

Esta votação não se pode repetir.
Nos próximos concursos o licenciado Nuno Santos, a licenciada Maria Elisa & Outros devem entregar estas escolhas a quem sabe:

Ao maior jornalista vivo o Doutor Joaquim Fidalgo.
Á maior romancista viva a Doutora Clara Ferreira Alves.
Ao maior especialista de sondagens o Doutor Oliveira e Costa.
A um sindicalista de reconhecida imparcialidade (esta é difícil tem que ser aos dados).
E claro, para garantir a isenção (não havia necessidade) mas é para evitar problemas com o Governo Civil, a Doutora Odete Santos como presidente do júri.

Assim, sim!

21 Mar 2007

Otários, somos nós


O ministro António Costa, muito irritado, mandou que um assessor enviasse um sms ao irmão, o senhor Doutor Ricardo Costa, que é uma pessoa muito importante naquela estação de televisão onde pulula a doutora maya e o mariconço de que agora não me lembra o nome.
E qual era a razão da irritação?

Pois coisa simples, estava a falar-se demasiado contra a Ota e é preciso calar o povinho mostrando-lhe um sereno debate.
Pá, junta aí quatro marmelos, todos da NAV ou da NAER, compra uns salgados e umas sumois e faz-me um programa, pela tua alminha, que isto assim ainda vai dar bronca.
E o familiar, bem mandado, assim fez.
Foi ontem.
O Doutor Balsemão, que até chegou a pertencer à Assembleia Nacional, deve ter suspirado de alívio.
Assim é que é bom.
Sem contraditório.

18 Mar 2007

Al-Garb


Uma espécie de ministro resolveu mudar o nome daquele pedacito de Portugal que está muito perto do Magreb.
It’s a great idea!
Dizem que é para vender melhor a imagem.
As forças vivas da Nação já estão todas aos pulos e aos berros a gritarem pela cabeça do cretino.
Numa sondagem no Correio da Manhã oitenta por cento dos que respondem também dizem que não.
Este, é o tal ministro que disse aquela frase na China.
È possível que ainda consiga dizer qualquer coisa mais disparatada.

Os jornais vão estar muito quietinhos perante a asneira.
Se fosse no tempo do Santa Ana já tinham assunto para semanas.
Agora os tempos são outros.
O do respeitinho.

17 Mar 2007

Tubarões em terra


Houve um problema.

O atingido recorreu ao Senhor Engenheiro Licencidado Sócrates.
Foi imediatamete resolvido porque “o aquicultor recebeu resposta do Ministério da Agricultura, remetendo para o do Ambiente, que, por sua vez, informa que se trata de assunto de competência da CCDRC. Esta contactou a Estradas de Portugal, "no sentido de serem concretizadas medidas de minimização dos efeitos", mas diz que a obra se situa em "área de jurisdição do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos. Adianta ainda que do alvará de licença à empresa construtora "constam responsabilidades atribuídas".

Leia a história que Kafka gostaria de ter escrito aqui

15 Mar 2007

Salomão, vai pensar.


As tugas endoideceram.

Uma delas, que já tinha duas filhas, foi roubar outra no berço para convencer o namorado que tinha sido pai e agora está na cadeia e as filhas entregues à sua sorte.
Outra que já tinha tido seis filhos e que não era militante do Bloco de Esquerda resolveu ter mais uma, quando duas das que já tinha tinham sido entregues por ela não as poder sustentar.
E, claro, a vida tem destas ironias foi esta mesmo que foi roubada e durante um ano viveu como uma princesa se compararmos com o destino que agora lhe está reservado.

O povo está revoltado e quer que a miúda seja entregue à verdadeira mãe e à pobreza.

Outra tuga desesperada por não poder ter filhos adquiriu com uns papeluchos uma miúda que era filha de uma brasileira e de um tuga que ela conhecia mal, pois só o tinha visto uma vez e estava de costas.
Depois como precisava de se legalizar precisava de um pai para a miúda e o tuga, coitado que só julgava ter passado uma boa noite, passou a ter um pesadelo.
Passou a ser pai e tanto gostou que quis sê-lo mesmo a sério.
Mas o senhor que tinha ficado com a miúda não alinhou e resolveu não entregar a miúda.
Agora está preso e a SIC tem um programa muito engraçado que no fim mostra a sua cara e o número de dias em que já está na cadeia.

O povo está revoltado e não quer que a miúda seja entregue à verdadeira mãe e à pobreza.

14 Mar 2007

Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona


Esta mulher casou com um senhor muito importante.
E esse senhor muito importante, conhece outros senhores ainda mais importantes e assim esta mulher, um dia acordou Ministra da Justiça.
Mas perguntarão vocês – não é preciso saber-se muito de um assunto para se chegar a ministro de uma pasta que trata desses assuntos?
Não.

E portanto, logo uns dias depois sonhou (e já se sabe que quando a mulher sonha, um construtor civil acorda) construir uma magnifica Cidade Judiciária ali para Caxias.
E não foi de modas.
Concurso aberto, adjudicação feita, obras começadas.
E logo, de mansinho, uma providência cautelar, pois parece que faltava uma montanha de coisas, para a coisa poder andar.
E prontos, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra deu razão a quem reclamou e agora o Estado ou seja todos nós vamos pagar à Teixeira Duarte 12,6 milhões de euros de indemnização.
Sim, sim leu bem quase treze milhões de euros ou seja quinquilhões de reformas dos velhinhos.
Entretanto para acalmarem a Teixeira Duarte prometeram-lhe as obras de ampliação do edifício-sede da PJ.


À Dona Cardona, que também ficou muito nervosa com todas aquelas trapalhadas que fez, os senhores importantes que estavam à data sentados e a dormitar em São Bento segundo nos informa a LUSA resolveram elogiar a nomeação de Celeste Cardona para a Caixa Geral de Depósitos, com o PSD a classificar a ex-ministra como "uma mais-valia" e o CDS a destacar o seu "currículo invejável". Uma nota do Ministério das Finanças anunciou que a ex-ministra da Justiça e actual deputada do CDS-PP, Celeste Cardona, vai integrar a partir de 01 de Outubro (2004)o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

6 Mar 2007

Esta-se bem no campo


A esquerda portuguesa adora viver contos de fada e ter sonhos cor-de-rosa.
Além disso acredita piamente que há duas espécies de pessoas no mundo.
Os maus e eles e os que pensam como eles. Que claro são bons, solidários e só têm ideias geniais.
Foi por isso que foram em colorida romaria a Santa Comba Dão, para ensinarem aos parolos que por lá habitam que não estão autorizados a criar um museu onde parece que querem pôr umas quinquilharias que pertenceram ao “botas”.
Os papéis têm que vir a Lisboa para o Anacleto dar o seu doutorado parecer.
É claro que os habitantes do Portugal profundo, que não conhecem a meritória obra destes jovens apoiantes de Lenine e que ainda por cima nem sequer sabem que existe caviar, não gostaram da excursão e quase que os iam correndo à pedrada.
Ainda bem que não aconteceu nada de trágico, pois já estou a ver o nascimento de uma nova Catarina Eufémia vestida com roupa de marca.
Aguardam-se mais ideias fracturantes.

28 Feb 2007

Para uns e para outros


Este post é composto de duas partes, cada uma para seu destinatário.
Esta primeira parte, é apenas para os senhores anónimos que se esfalfam para me irritar e, como mal soletram o português, não conseguem esse desiderato (esta palavra é, depois ensinada, lá mais para a frente).
Portanto, como já não são nenhuns bebés, vão começar pela sexta lição da saudosa Cartilha Maternal ou Arte de Leitura por João de Deus.
Quando tiverem compreendido tudo, mandem um mail para eu fazer um teste inter-activo.
Uma boa noite para vocês, também.


Passemos então a gente mais avançada e coloquemos esta frase escrita algures por alguém:

A partir deste momento, por razões que nem me dou ao trabalho de explicar, os comentários dependem de aprovação. E só serão aprovados os que cumpram as regras mínimas da civilidade. Definitivo e sem mais explicações.

Ora o que se pergunta aqui é aparentemente simples.
Vamos fazer de conta que estão naquele programa da televisão do Estado onde pontifica aquele gorducho, o Malato (não, não sei se é) e ele pergunta:

Quem disse esta frase:

Salazar
Cunhal
O senhor Doutor Daniel Oliveira comentador avençado na SIC no Eixo do Mal

Aí vocês torcem-se todas na cadeira e vá de perguntar – mas porque é que uns levam apenas um nome e o outro leva logo uma identificação a que só falta o BI.
Ora a resposta é easy, porque uns são conhecidos e outros não.

E como já não têm ajudas nenhumas e aquele que vai ficar para tio não está ali para facilitar nada, vocês começam a pensar (coisa que os senhores anónimos não sabem fazer e por isso estão excluídos desta parte) que aquilo deve ter sido dito por um ditador.

E pumba, foi o Salazar, e pimba lá vem a cadeira por ali abaixo.
Então foi o Cunhal. Mas não este era um democrata e só queria era amplas liberdades democráticas e casas com paredes de vidro (um praferentex, é o que é), e zás perdeu!

Então foi….. não não digo. Só lhe posso dizer que é o maior especialista nacional na música para filmes de Ennio Morricone.

Veja aqui

27 Feb 2007

Azelha !!!



Diogo Pires Aurélio hoje no Diário de Notícias lamenta que os jornais cada vez vendam menos sendo que na sua opinião a culpa “é de imediato, e por rotina, atribuída à falta de qualidade, à falta de imaginação ou à falta de investimento no sector.”
Tem imensa razão como o Senhor Doutor Miguel Gaspar no seu editorial se encarrega de lhe demonstrar.
Esta sumidade a propósito do concurso que a televisão do Estado faz para encontrar um português assim-assim lembra que:

Para uns, trata-se de um concurso de televisão que não merece atenção. Para outros, é um cenário de pesadelo imaginar que na televisão pública do Portugal democrático o povo possa vir a eleger Salazar como o maior português de sempre. Estou entre os primeiros: não só porque um concurso é um concurso, mas também porque uma votação na Internet é uma votação na Internet: pode ser facilmente manipulada e não é representativa da população.

Ora sabemos que para um jornalista o rigor dos factos nunca é um empecilho para se poder fazer uma boa história e por outro lado já não está na moda o jornalismo de antigamente em que se investigava antes de escrever.
Ele desconhece que a votação neste concurso só pode ser feita através do telefone, sendo que cada número apenas pode votar uma única vez.
Agora pensemos, se num assunto tão insignificante ele escreve sem saber sobre o que fala, o que não acontecerá quando tiver que escrever outro editorial verdadeiramente importante.

Se fosse no tempo do Nobel já tinha sido posto na rua, mas esse também despedia pela cor.

26 Feb 2007

Milagre !!!


E, novamente, eu digo que há mais júbilo no céu pelo pecador que se arrepende do que pelas noventa e nove pessoas justas que não necessitam de arrependimento.

Quem disse isto, foi como todos sabemos, Cristo
E hoje Ele tem novamente razão para estar satisfeito.
Um pecador, um invisual impenitente, foi miraculado e passou a ver de uma vista por enquanto.
E tanto viu que escreveu o que se segue:

Olhando para Angola hoje, acabado o álibi da guerra e sendo já difícil justificar tudo com a herança colonial, fica uma dilacerante dúvida: de quem é a culpa? Da história, feita pela potência colonial; nossa, portugueses anti colonialistas que se recusaram a prolongar contra a vontade dos angolanos a tutela imperial; ou deles, antigos combatentes pela independência? A minha resposta, parecendo fácil, é a mais difícil de todas: foram eles, novos colonos na sua própria terra, que se revelaram uma fraude.

Mas como dizia Cristo, nunca é tarde para aprender e assim este miraculado já consegue ver, após trinta anos de descolonização exemplar que os pretinhos, coitadinhos, estão hoje piores do que quando não eram livres mas tinham a barriga cheia.
Claro que isto não se pode dizer.
Vai contra todos os ensinamentos da religião marxista que nos ensina que os povos oprimidos depois de se libertarem do jugo colonialista e abraçarem a fé comunista são muito felizes, tem muitos pioneiros e nunca, mas mesmo nunca mais voltam a estar em guerra entre si.

A próxima novidade para este miraculado, logo que veja dos dois olhos vai ser Timor.
E quem é ele?
Pois, o famoso Daniel Oliveira na sua crónica no Expresso.
Ámen.

19 Feb 2007

Foda-se meus *



É preciso que fique claro que a mulher não terá de “justificar-se” perante ninguém, nem sequer de “explicar-se”, pois a decisão é apenas sua, assumida ao abrigo da sua autonomia enquanto pessoa humana, autonomia essa que lhe concede um espaço de reserva da sua intimidade, que ela não é obrigada a partilhar com ninguém.

Eduardo Maia Costa
Juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça


Muito bem, eu não diria pior.
Aliás Sua Excelência o Senhor Doutor Juiz podia também acrescentar como aviso que à mulher se lhe for pedida qualquer taxa moderadora deve também recusá-la.
Uma das grandes bandeiras dos apoiantes do SIM era que a nova lei não ia transformar este acto de eliminar uma vida naquilo que outros (eu incluído, claro) chamávamos de aborto livre, gratuito e até logo senhora doutora tive muito prazer em conhecê-la.

Não senhor, afirmava-se, havia de haver uma pré-consulta, um pré-acompanhamento, assim a modos que um pré-perservativo que tivesse tido uma ligeira rotura.
E depois a futura ex-mãe ia para casa com uns panfletozinhos, uns desdobráveis e como estamos na Oropa, até talvez um número de telefone para se poder aconselhar.
Se mesmo assim a “coisa” tivesse que ser feita, depois havia de haver um aconselhamento, umas aulas de como foder sem engravidar (só teóricas) e mais uns desdobráveis.

Era tudo tão lindo, mas como nos contos de fada, bateu a meia-noite e lá se transformou a linda carruagem em abóbora.

O antes já está ali explicada pela sumidade que escreveu o artigo no Sol e como membro do mais restrito clube que há em Portugal vai fazer lei para o povinho cumprir.

O depois, como tudo o que é socialista será ainda pior.
E de certeza que vai sair do meu bolso, do seu, do de quase todos.
É a vida, perdão é a morte.

* Título tirado daqui

12 Feb 2007

59 = 25


Parabéns Portugal!
Já não temos nada que nos envergonhe em comparação com a Europa ou como diz Frei Louça, entrámos no Século Vinte e Um.
Mas como é nosso costume em vez de um demos logo dois passos.
Agora também já estamos ao nível democrático de um Idi Amin Dada de um Sadam, sei lá daquele fulano da Coreia do Norte que ganham as eleições todas.

E porquê?
Ora porque segundo a Época Diário de Notícias o sim ganhou com 59,5 % que somada às outras votações dá o estonteante número de 158,57% de votantes.
Quem deve estar satisfeito é aquele senhor que é o Ministro dos Dinheiros.
De um momento para o outro mais cinquenta por cento de clientes para o IRS.

Está grávida? Já não está. Parabéns!




Estou muito feliz com os resultados do referendo.
Primeiro que tudo 4.981.015 portugueses acharam maravilhoso irem para os Centros Comerciais passear e olhar as montras, ficar em casa no quentinho ou então aproveitaram para estarem nos centros de dia para a terceira idade a olharem para o lindo futuro que têm.
E disseram ao senhor engenheiro, vai dar uma volta ao bilhar grande pá.
Este grande vulto que nos governa conseguiu ainda o milagre (não sei se esta não está em vias de ser uma palavra proibida) de dividir a sociedade portuguesa rigorosamente ao meio.
Norte contra Sul, urbanos contra rurais.

Apurados os resultados verificou-se que o apoio ao aborto venceu porque as comunas de Lisboa, Barreiro, Évora e Beja responderam presente.
O operário Jerónimo de Sousa e Frei Louçã saltaram de contentes.
Mas estão errados.
Então, vejamos, se nestes sítios as votações foram o que foram é porque as camaradas sentem a necessidade da liberdade de usarem a nova lei.
Logo, vai haver menos nascimentos.
E quem diz menos nascimentos diz menos votantes.
E quais são, digam-me cá, os partidos mais prejudicados.

Portanto, concluindo, dentro de alguns anos têm a lei, mas não têm votantes.
E isto é um facto positivo o que demonstra que Deus escreve direito por linhas tortas.

10 Feb 2007

Uma telenovela da vida real


Por que hoje é dia de reflexão, uma palermice que os senhores governantes mantêm e que vêm do tempo em que não havia Internet, nem, blogs, nem telemóveis, não se deve falar sobre o assunto do referendo.
E eu cumpro.
Vou escrever sobre o lado negro da vida cor-de-rosa.
Bem, é mentira, no fim falo, mas só de raspão e portanto não conta.

Ora então cá vai.

Maria das Dores não gostava de si própria e portanto a primeira coisa que fez foi mudar o nome para Teresa Pereira da Cruz fazer um segundo casamento com um senhor de posses e ingressar no jet-set tornando-se uma socialité.
Lá chegando começou a gastar do dinheiro do senhor e tornou-se amiga de vultos nacionais como, por exemplo o Conde José Castelo Branco.
E como é que conheceu este senhor?
Simples, o mesmo era muito amigo do filho do primeiro casamento o qual sendo homossexual assumido adoptava certos maneirismos de que o segundo marido não gostava e que fazia questão de lembrar.
Entretanto Maria das Dores Teresa Pereira da Cruz teve um acidente de automóvel e perdeu uma mão tornando-se, naturalmente, uma pessoa menos feliz.
E isso leva-a a gastar cada vez mais dinheiro.
O segundo marido começa a não gostar do rumo que a vida levava e prepara-se para se divorciar.
Ah! Já me esquecia, apesar de viverem num condomínio fechado, alugaram uma casa num prédio da António Augusto de Aguiar por uma soma muito considerável (pelo menos para mim).
E foi aí que a Maria resolveu matar o marido.
Contratou um antigo motorista com sotaque brasileiro e combinou – como sofro de claustrofobia, ele sobe no elevador, eu subo pelas escadas, tu estás dentro do apartamento, matas, dás de frosques e eu recebo o seguro e depois fazemos contas.
E assim foi feito.
E para garantir que tudo iria correr bem, enquanto o marido subia no elevador telefonou ao senhor assassino avisando-o e deixando o registo na facturação detalhada.
E depois confessou ao jornal:

“Os inspectores não voltaram a falar comigo, mas acredito e tenho esperança na Polícia portuguesa, uma das melhores do mundo em investigação criminal”.

Pois agora além de esperanças já pode ter certezas.

Duas notas finais.
Conforme se vê a ficção imita a realidade e os autores das telenovelas apenas precisam de ler jornais para inventar histórias.
Sobre o aborto? Claro, que melhor exemplo de que devia ser autorizado (infelizmente só à posteriori é que se sabe da sua utilidade).

História completa aqui

9 Feb 2007

O Referendo




No domingo você vai ter a oportunidade de se colocar em um dos campos.
Que são visceralmente opostos.
De um lado o totalitarismo de esquerda, a arrogância, a morte.
No outro lado aquelas que contra tudo e todos, em condições por vezes bem difíceis, têm os seus filhos que cuidam e amam.
A favor do sim o senhor Ruben de Carvalho escreve assim no DN:

Depois, não quero voltar a ver mulheres com caras tapadas por blusões e xailes a entrar e sair de tribunais. Não quero ver polícias (a propósito, pagos pelos nossos impostos) a prender mulheres. Não quero juízes (pagos pelos nossos impostos) a condená-las. Não quero prisões (pagas pelos nossos impostos) a encarcerá-las.Tão-só: por absoluto imperativo de consciência, voto "sim".

Ora este simpático militante comunista, não sabe mas alguém podia fazer o favor de lhe dizer, que isto que tanta impressão lhe parece fazer, vai continuar a existir se aquele “sim” que ele tão enfaticamente anuncia ganhar.

Claro que não há, nunca houve nem haverá mulheres presas.
Mas a verdade para um comunista não é uma coisa que não possa ser removida.

Veja-se com que elegância escrevi dois aspectos tão importantes.
A coisa removida.
É isto que importa evitar no domingo.

7 Feb 2007

Os artistas do retoque


O Jornal da Madeira transcreve, na íntegra e sem qualquer tratamento editorial, comunicados do Governo regional, como sucedeu na edição de ontem, no qual este critica o Diário de Notícias, do Funchal, seu concorrente, pela "orientação marxista" e por não "cumprir o seu estatuto editorial de independente".

Estas palavras foram escritas por um jornalista.
Do Público.
O seu nome Amílcar Correia
Ora o que temos aqui, é um jornalista que acha que uma nota oficiosa deve ter um “tratamento” deve portanto ser retocada para que o povinho a perceba.
Se ele acha que se deve fazer isto a um comunicado que vem de um órgão do poder o que é que ele não achará que se deve fazer uma notícia que não lhe agrade particularmente?
Mas este homem é cheio de contradições.
Veja-se mais uma frase do seu artigo (lastimo mas é só para assinantes)

Entre Ogun e Pamuk, os turcos optaram pelo primeiro. E o escritor, ameaçado várias vezes após a entrega do Nobel, trocou Istambul por Nova Iorque.

Ora é notável que ele aqui já não veja necessidade de “retocar” a frase para nos dar a perceber porque mistério um fulano acha que a pátria da liberdade se situa nos estados Unidos, esse país de Satã que quer mandar a ferro e fogo em todo o Mundo.
Bem, não deve ter tido tempo para a “maquilhar”.
Fica para a próxima crónica.