23 May 2011

Em nome do Pai, não do Filho e talvez do Espírito Santo



Nunca saberemos

se o melhor dos mundos
é mesmo aquele
que nunca temos

Talvez por isso
se perceba assim
que é melhor não crer
no que queremos
(I Blog Your Pardon)
 


É um filme absolutamente assustador infelizmente pouco conhecido e fora dos circuitos comerciais mesmo do aluguer. A razão pode não ser difícil de encontrar e damos a palavra a um comentador:

Considering the talent involved it shocks me that this isn't more well known. Like all great cult films there are no slackers in the cast. Harry Dean Stanton and Brad Dourif are, like always, amazing. Also it's a great cult film because so much can be derived from it. Part of the reason this film is seldom seen is its hostile aggression towards organized religion. It's a shame too, there is a lot of potential here

Um esquizofrénico termina o serviço militar e volta à terrinha natal e depois de um condutor de táxi o ter confundido com um pregador sente uma força interior irresistível de começar uma nova igreja. Estamos na América rural, pobre e inculta um terreno fértil para esta plantação.
E funda com mais um membro a Igreja de Cristo sem Cristo.
E de manhã, á tarde e á noite esfalfa-se aos berros pela cidade a pregar A Sua palavra.
Desconfia de tudo e de todos.

Mas havia mais pregadores desejosos de explorar o mesmo mercado e os atritos começam bem cedo. Um deles um perfeito cego tem uma perfeita filha que deseja este perfeito pregador.
O iluminado (é deveras difícil não fazer comparações com a Tugulândia) começa a entrar em perfeito delírio e a lutar contra tudo e todos acreditando que só ele detem a chave da Verdade.
O momento final é de um simbolismo aterrador. Uma obra prima, se puder veja.

Está aqui

2 comments:

Carlos Lopes said...

Obrigado, uma vez mais, pela "publicidade" ao meu texto e ao meu blog. Um abraço.

Fado Alexandrino said...

Encaixa na perfeição neste perfeito filme.