30 Jan 2011

Duas línguas três asneiras


O Expresso é um semanário muito engraçado único no Mundo escrito em duas línguas; em português e em português abrasileirado. E para que os Marcianos que o comprem não fiquem confundidos lá vem no final de alguns espantosos artigos a nota "escrito de acordo com a antiga ortografia" que no entanto está actual.
Tem entre muita coisa três-vultos-três que emitem opinião santificada.

O primeiro é MST cujo artigo desta semana está ai o início. É uma pessoa ressabiada e velhaca que se o velho Lombroso o visse na televisão com aquele rictus ao canto da boca o mostraria como exemplo perfeito das suas teses.
Não vale a pena dizer mais nada sobre ele.

Passemos ao segundo que é o Henrique Monteiro.
Dispensa apresentação.
Na crónica começa por dizer "se somarmos, e não é legítimo fazê-lo, os votos de Nobre e Coelho aos brancos e nulos" e a partir daqui consegue escrever uma crónica nas suas próprias palavras ilegítima.
Uma fantástica sopa da pedra.

O terceiro mosqueteiro é o Ricardo Costa (meio irmão do senhor que é dono da Câmara de Lisboa).
É muito bonita a sua crónica.
Em determinado momento diz " reconheço que em 2006 comecei por desvalorizar a campanha de Alegre. Achei que perante Cavaco, Soares, Louça e Jerónimo teria pouco espaço para crescer".
É bonito assumir que não fomos muito espertos.
Um bocadinho mais à frente acrescenta " cometi o mesmo erro de avaliação com Fernando Nobre por razões diferentes. O espaço para crescer existia mas há meia dúzia de semanas a pouca solidez do seu discurso não adivinhava o resultado que teve".
É verdade numa semana, que digo eu num dia tudo pode virar-se ao contrário.
E depois parte para uma análise às eleições de ...2016.

O Expresso é um semanário muito engraçado.

6 comments:

Ofélia said...

segundo a actual e antiga ortografia: "às eleições"... "às"

Fado Alexandrino said...

Obrigado.

Anonymous said...

Finalmente agora percebo o porquê de neste blog ter sido sempre defendido acerrimamente o casamento gay e a adopção pelo mesmo género de casais: pois não é que o Alexandrino foi ordenança politico do Jorge Nuno de Sá no PPD! Agora fez-se luz. Já por aí se diz que os próximos casadoiros, na senda de Sá, serão mais rapazes alaranjados e de renome. Eu bem me parecia também que este apoio quasi fundamentalista ao candidato Silva tinha água no bico. Pudera: quem promulgou a despenalização do aborto e o casamento gay? Não fora o candidato Silva enquanto PR fazê-lo e, agora, tinhamos o Sá solteirão e good boy.

Fado Alexandrino said...

Obrigado, ri-me imenso.

Anonymous said...

O que está escrito e mal citado aqui é: se somarmos os votos (...) e não é ilegítimo fazê-lo. Infelizmente aqui o Alexandrino transcreveu mal, porque não sabe ler em nenhuma das línguas em que o jornal é escrito.

Fado Alexandrino said...

Obrigado.
Tem razão cada vez é mais difícil ler as letras tão pequeninas em que escrevem.
Acontece que ainda deviam ser mais pequeninas porque podiam mesmo passar despercebidas.

Somar os votos de Nobre aos de Coelho e ainda pensar que valem o mesmo que brancos e nulos é ainda mais palerma do que somá-los inadvertidamente.
Diga isso ao Henrique Monteiro.