27 Oct 2013

O caso da miúda inglesa

De momento há vários folhetins a correr na Tugulândia.
Os jornais e televisões estão encantados, não falta material para vender o produto.
Ora bem há um, que é uma completa mentira.
É o folhetim Maddie.
Não existe, é uma pura invenção dos ingleses que também precisam de arranjar umas trapalhadas esgotado que é o filão do morcão do príncipe Charles com a Princesa do Povo.
O caso está resolvido há muito tempo pela excelente Polícia Judiciária do Algarve chefiada por um dos mais elogiados inspectores da mesma, o senhor Gonçalo Amaral.
Ele indicou três soluções.
 
Primeiro a miúda foi morta voluntariamente pelos pais que a fizeram desaparecer.
Segundo a miúda foi acidentalmente morta pelos pais que a fizeram desaparecer.
Terceiro a miúda desapareceu de livre vontade.
Quarto foi raptada por extra terrestres.
 
Vão dizer que eu disse que eram três e agora apareceu uma quarta.
Na realidade esta foi apenas discutida depois de um almoço (os pais da desaparecida queixavam-se de que havia almoços de três horas) com outros inspectores em que não se bebeu o vinho preferido dos ingleses, o Mateus Rosé.
 
Dirão, mas não há corpo.
Claro que não há corpo, por isso é que há um desaparecimento.
Aliás o facto de não haver corpo é irrelevante.
Também no caso Joana não havia, embora a PJ do mesmo Algarve tenha descoberto que foi morta em casa, embrulhada em plásticos, cortado em milhares de pedaços e dada a comer aos porcos.
Já foi há muito tempo, pode continuar a comer a sandes de fiambre sem problema.
 
Porque é que não há corpo?
Porque o senhor inspector foi removido das investigações quando estava a um dedo mindinho de o encontrar.
Aqui só há teorias.
 
Vamos analisar algumas, das quais uma, Gonçalo Amaral sabe que é a verdadeira e que demonstrará se o deixarem voltar a trabalhar.
Primeiro, os pais antes de a matarem contrataram um experiente pescador que sabia falar inglês e combinaram com ele a entrega do corpo logo após o crime, e o referido pescador embarcou na sua traineira e largou o corpo num reino muito longínquo.
Segundo, no lugar de “antes de a matarem” colocar “depois de a matarem acidentalmente”  e segue-se o resto.
Terceiro, ainda em Inglaterra os pais contactaram o pároco (que era inglês) para construir uma catacumba debaixo da igreja e como já estão a imaginar, (uma qualidade muito útil para inspector), substituir “experiente pescador” por “atencioso pároco”, o qual em tempo oportuno pegou numa traineira etc etc
 
Portanto este é mais um caso de absoluto sucesso para a Polícia Judiciária.
 
Nota
A imagem mostra claramente o engenhoso processo pelo qual os pais retiraram a miúda do quarto feito de cabeça e com cabeça pelo senhor inspector.

2 comments:

monko said...

já rebentaram quase sete milhões de euros

F.A. said...

Ainda bem para os vários restaurantes e hoteis da zona.