Hoje foi um dia em que voltei a acreditar em Portugal, nos tugas e no futuro.
Segundo os jornais 87% dos professores alcançaram a classificação de “Bom” e os outros, suponho, de Suficiente +, o que nos antigos tempos dava para mais ou menos um quinze.
A estes apenas uma palavra de estímulo, com mais uma ou duas manifs e num instantinho passam a Bom.
Segundo os jornais 87% dos professores alcançaram a classificação de “Bom” e os outros, suponho, de Suficiente +, o que nos antigos tempos dava para mais ou menos um quinze.
A estes apenas uma palavra de estímulo, com mais uma ou duas manifs e num instantinho passam a Bom.
Pois, senhores tugas, muito simplesmente que têm a certeza dada pela ministra que escreve contos para criancinhas, de que vão chegar ao topo da carreira.
É mais ou menos a mesma coisa, apanhando um exemplo que a Riquita que costuma vir aqui vai perceber, de um médico que faça duas operações boas e que saiba que a partir daí que vai chegar a director do Hospital.
É mais ou menos a mesma coisa, apanhando um exemplo que a Riquita que costuma vir aqui vai perceber, de um médico que faça duas operações boas e que saiba que a partir daí que vai chegar a director do Hospital.
Pensando bem, até está mal visto o exemplo, é mais como um médico que assine um contracto para começar a trabalhar num Hospital que saiba fazer pensos e que termine em Director ou Ministro, tanto faz.
Atenção, Fado: foi a própria ministra (a presente) que mandou avaliar com Bom todos os professores que não tinham pedido aulas assistidas.
ReplyDeleteO paralelo com os "generais" ou com os directores de hospitais, muito propagandeado pela anterior equipa ministerial, é uma fantasia sem pés nem cabeça, porque para isso já existe uma especialização para o cargo de Director. Nem todos os professores lá chegam.
Mas tal como os médicos, também o trabalho do professor é desempenhado por pessoas com equivalente formação académica na maior parte dos casos - daí não escandalizar a existência de uma carreira única com escalões, cujo topo poderá ser acessível a todos, com uma progressão mais rápida para aqueles que melhor desempenho demonstrem. Não é nos bons professores que está o problema. Se todos forem bons, nada a objectar que progridam. O problema maior é a existência de uma parcela de maus profissionais que, mantendo-se tudo como está, nunca poderão ser afastados. A esses, basta-lhes "lá estar" - e isso é que está mal, porque inquina todo o processo de estrutura de carreira perante a opinião pública. É péssimo para os alunos, para os outros professores, para a escola, para todos, enfim. São uma minoria, pelo que eu conheço. Mas uma minoria que faz um estrago enorme, mais visível junto dos pais e das famílias do que o trabalho dos bons professores, que costuma ser discreto - porque é isso que se exige dos professores, como de qualquer outro profissional: que seja competente.
Quanto aos números e às estatísticas da OCDE - há que questionar as reformas da educação, desde Roberto Carneiro até à actualidade. Elas têm estragado muito o ensino em Portugal.