11 Oct 2008

Uma lição de amor


Não sou eu que piso as minhas flores,
são elas que me pisam a mim e a ti:
olho para o chão e nem o chão vejo
porque só vejo o chão.
Fica. Quando levantar os olhos,
quero ver-te. Fica.

Pode ser lido aqui .
É muito curioso porque ilustra de uma maneira perfeita, a cena principal deste filme.
Em aparte, esta mulher escreve muito bem sem querer acreditar que o faz.

5 comments:

  1. Sabes quando é que começo a acreditar, Fado? Quando em vez de um amigo for um inimigo a dizê-lo.
    :)))
    Obrigada por gostares. Beijo.

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  2. eu não sou tua amiga: odeio-te, por vezes. :-)
    Escreves muito bem. :-)

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  3. Vou esclarecer.
    Claro que a amizade tem importância.
    Acontece que quando gosto de uma pessoa e ela escreve mal, leio e esqueço.
    Agora que está explicado, e presumindo que o filme que ilustra a prosapoema não foi visto por todos vou dizer em dois takes a coincidência entre ambos.

    Eram dois amantes e um dia estavam juntos quando se inicia um bombardeamento a Londres. Resolveram continuar a fazer amor em vez de ir para as catacumbas.
    Morrer por morrer ao menos que seja com um sorriso nos lábios.
    É então que uma bomba atinge o edifício e ela quando recupera vê que o chão desapareceu e com ele o amante.

    Ajoelha-se então e pede a Deus que o traga de volta e que se assim for nunca mais fará amor com ele.
    E enquanto ela está ajoelhada na cama a rezar ele assoma à porta.

    O resto façam o favor de alugar o filme.

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  4. O resto do filme só interessa se ela for como eu: no caso de uma promessa dessas, ora muito bem, o que faço eu? Deixo passar um tempo para me esquecer que prometi até ter a certeza que não prometi nada. E volto a fazer tudo.
    :)))

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  5. Pois é.
    Esse dilema, que aliás é um trilema porque envolve outra pessoa é que é a alma do filme.
    Vai ver.

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