
Lenor
Era uma vez uma família de classe alta, com duas filhas, onde a mãe preparava um doutoramento baseado no livro Alice's Adventures in Wonderland .
Por uma coincidência em que a vida é fértil na mesma altura na escola privada onde a filha mais nova estudava preparava-se uma peça baseada no mesmo livro.
Mas a mesma vida é cruel e a miúda que numa concorrida disputa é escolhida para o papel principal desenvolve a Tourette Syndrome e a tormenta instala-se a uma velocidade alucinante naquela que era até há momentos uma família feliz.
De repente o frágil equilíbrio que é uma família (todas elas), desmorona-se.
Uma mãe que se sente a principal culpada(e que a todo o momento se pergunta e lhe pergunta o porquê) vê a filha desenvolver comportamentos aberrantes (magoa-se deliberadamente, torna-se agressiva, está continuamente a saltar degraus das escadas e a contá-los numa matemática obsessiva) que rapidamente a tornam um ser estranho na elitista escola que frequenta.
Deve ser absolutamente horrível onde tudo estava bem de repente A Doença instalar-se e destruir toda a harmonia que existia.
É um filme que assusta, a todo o momento pensamos – e se nos acontece isto a nós?
Elle Fanning aqui com apenas dez anos têm uma interpretação que penso que o melhor elogio é dizer que parece mesmo o que não é.
Se viu “As Good as It Gets” ou “Dead Poets Society” vai encontrar pontos de convergência.















































