5 Jun 2009

esmagador


A guerra é uma estupidez.
Sabe-se como começam nunca se sabe como e onde acabam.
Esta é a história vista pelos olhos de uma criança que precisava de um amigo para brincar.
Encontrou-o do outro lado do arame farpado.
Esse arame farpado guardava um dos campos de morte e extermínio que os nazis construíram por essa Europa fora.

Um filme acima de qualquer adjectivo que durante e depois (sobretudo depois de acabar) faz um nó no estômago.
Infelizmente a humanidade não aprende com os erros e para ilustrar isso basta ler um comentário deixado no site especializado em cinema, sobre este filme:

When are we going to see some films about the Jews wiping Palestine off the map, bombing the hell out the men, women and children of Gaza, Lebanon, Sudan, and Syria? Gaza is the biggest concentration camp in history, even the Nazis didn't bomb the concentration camps with tanks, planes, missiles, ships and helicopters - all paid for, by the way by the American tax-payer. The Nazis were gone in ten years; the Jewish stealth-genocide of Palestine has been going on for sixty years and if anything, is accelerating in scale and atrocity.

Está tudo dito.

4 Jun 2009

O Fim


Um avião de grande porte que descola para um voo intercontinental é um mundo.
Duzentas e vinte e oito pessoas, homens mulheres e crianças, trinta e duas nacionalidades, casais, namorados, famílias inteiras, sonhos, férias, desapontamentos, prémios, turismo, trabalho há de tudo.
E num momento todas aquelas vidas estão reduzidas a nada.

E como num lago onde se atira uma pedra as ondas deste choque propagam-se pela família, pelos amigos pelos conhecidos de uma ponta a outra deste pequeno mundo.
Não somos nada.
Simples poeira num cosmos sem princípio nem fim.

3 Jun 2009


Num hotel miserável do Bronx vivem um polícia condecorado mas muito conservador que tem como vizinhos um grupo de drag queens e mais uma fauna variada de prostitutas e respectivos chulos, uma velhota numa cadeira de rodas que espia todos e um recepcionista que serve de informador.
O polícia adorava ir dançar a uma cópia perfeita dos "Alunos de Apolo" onde se especializava no tango enquanto as drag queens frequentavam uma réplica também perfeita do lisboeta “Finalmente”.

Um dia durante um assalto a um dos inquilinos e quando se prestava para intervir sofre uma trombose e fica paralisado de um dos lados do corpo.
Após os tratamentos preliminares foi-lhe dito que devia começar a ter lições de canto para melhorar a voz.

Rusty Zimmerman: [opens door] Oh let me guesss, a johovas witness?
Walt Koontz: I was wondering, uh if I could pay you for singing lessons?
Rusty Zimmerman: Oh hahaha, oh, honey, [sudden serious voice]
Rusty Zimmerman: I'd rather suck Hitler's dead dick. [slams door]
Walt Koontz: [shouts through door] I bet you already did!

É assim o primeiro diálogo entre os dois.
Mas aquele que antes era o dominador agora está fragilizado e aprende à própria custa que todos precisamos de todos e que num segundo a vida pode mudar de uma maneira tão drástica que onde antes era alegria agora até o suicídio é encarado como uma saída.

Um filme admirável, cheio de referência cinematográficas (Rusty está sempre a imaginar as cenas do real imitadas do cinema) e onde Philip Seymour Hoffman volta a ter um desempenho monumental.

Imperdível ou o realizador não fosse Joel Schumacher

Uma poetisa


Morreu uma poetisa Glória de Sant’Anna .

Soube disso através de um blog que resume a sua vida assim:

Natural de Lisboa, viveu em Moçambique entre 1951 e 1975.

Parece uma coisa natural, viva ali e de repente mudou-se para outro lado qualquer.
Mas lá está o ano aquele fatídico ano de 75 que mudou a vida de tanta gente de uma maneira brutal.
Porque é que continua a haver tanto pudor em falar na “descolonização exemplar”?

Pai e Filha


Jan Garbarek um saxofonista de eleição juntamente com o The Hilliard Ensemble produziram este disco de rara beleza espiritual

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Ou vai ou racha


Jorge Miranda é uma pessoa extraordinária.

Em alguns meses conseguiu fazer uma constituição (a nossa) que é maior, mais pesada, mais larga e mais chata que a dos Estados Unidos.
Além disso não serve para quase nada e noventa por cento dos portugueses nunca a leram, e nem a conseguiam ler se tentassem.
Conseguiu ainda outro milagre que foi exportá-la (e como nós precisamos de divisas) para a Guiné e para Timor, sítios onde nem sequer sabem ler.
E para terminar ainda serve para perguntas nos concursos de televisão, e claro está, os concorrentes nunca acertam.

Pois bem este senhor extraordinário conseguiu ir passando despercebido, excepto quando era chamado de urgência às televisões para interpretar um ou outro artigo, pois é preciso que se diga que todos os artigos podem ter um, duas ou mais leituras.
Este tempo acabou.
Agora com a novela de eleição para o cargo de, desculpem agora não me lembro do nome, todos o passaram a conhecer.
Já foi chumbado por duas vezes por papelinhos o seu nome.
Se tivesse um bocadinho de bom senso mandava-os ir dar uma volta.

Mas não consegue, o perfume da fama entontece.

1 Jun 2009

Não é dele

Obama de partida para o jantar

Presidente Obama resolveu oferecer um jantar á esposa como promessa feita durante as eleições.

Como estava em Washington e já era muito tarde para arranjar uma mesa, mandou vir três aviões, um para ele e señorita e mais dois para ajudantes e imprensa e ala que se faz tarde tudo para New York.
Depois mais umas mordomias, limo, escolta, ruas fechadas.
O jantar ficou-lhe de borla porque, suponho, o restaurante deliciado ofereceu.
O resto custou ao contribuinte assim por alto cinquenta mil euros.

Coitado do Sócrates, ele bem se esforça por parecer um Obama europeu mas a coisa mais extravagante que consegue fazer é levar a Câncio à matine das Amoreiras.

Leia aqui


Tudo em famiglia


A feliz licenciada é filha do senhor que assina o despacho.
Há gente com sorte e com anjos da guarda de carne e osso.

(Recebido por mail)

31 May 2009

Todos temos um


Um pequeno trafulha que deve dinheiro a toda a gente em Paris tem a desagradável surpresa de os trafulhas, um pouquinho mais importantes lhe comunicarem que ou paga a dívida ou lhe fazem a folha.
O prazo é até de madrugada e na verdade não se vê como é que ele vai resolver o problema.

A única solução rápida, eficaz é atirar-se de uma das românticas ponte sobre o Sena e se bem o pensa melhor o vai fazer, só que no último momento olha para o lado e lá está uma deusa de 1,80 de altura linda e loira.
E é ela que se atira e o pequeno escroque sem pensar atira-se também e salva-a.

Começa ali uma improvável ligação que se torna ainda mais complexa quando ela lhe revela que é um Anjo, no sentido real do termo.
É o seu Anjo de guarda que o vai ensinar a reabilitar-se a reavaliar-se e a criar a auto-estima que lhe faltava.
É claro que ela também lucra com a relação mas não se pode aqui escrever mais senão perdia-se o interesse pelo filme.

Uma grande obra de Luc Besson
A música é de Anja Garbarek.
O actor principal Jamel Debbouze representa todo o filme com uma mão no bolso porque lhe falta um braço que perdeu num acidente com um comboio.

É tudo fantástico neste filme.

Da cor do céu


Serge Chaloff teve uma vida curtíssima e deixou uma pequena obra mas muito grande em qualidade.

Este disco em quarteto é o último da sua carreira e conta com a preciosa colaboração de Sonny Clark.

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Parabéns

Guinness



A Tugulândia continua em destaque neste bocadinho do Magrebe que faz fronteira com Espanha.
Meteram mãos á obra para entrar no Livro dos Grandes Feitos e conseguiram mais uma vitória.

Juntaram 700 lorpas numa única sala

Parabéns.

30 May 2009

Um funeral muito musical


Gary Burton

Carla Bley

A genuine tong funeral

Posso apenas acrescentar que é um disco que foge aquilo que estamos habituados a ouvir.

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se escrever ...


O dr. Dias Loureiro é, suponho, de Coimbra ou dali perto. Pelo menos, tirou o curso de Direito em Coimbra e foi, depois do "25 de Abril", governador civil de Coimbra.

(segue-se a descrição da sua carreira vista pelo historiador Vasco Pulido Valente)

De qualquer maneira, não deixou de ser um advogado da província, agora rico, promovido pelo PSD.
(in Público)

Esta ideia parola da província defendida por quem vive em Lisboa, é recorrente.
Normalmente as pessoas importantes evitam escrevê-la para não parecerem mais parolos.
Quando, por distracção, se escreve depois de almoçar ou jantar, às vezes sai.

Socorro, sou loira e burra


Uma vez no Metro uma senhora foi roubada.

Deslocou-se à esquadra e contou que trazia o dinheiro escondido nas cuequinhas , pois tinham-lhe dito que em Lisboa havia muito gatuno.
Então o guarda perguntou-lhe se não tinha sentido a mão do gatuno.

Respondeu ela:

29 May 2009

Duas cores, duas medidas



Samuel Eto’o marcou o primeiro golo do Barcelona na final da Champions e saiu disparada para o comemorar.
E que fez ele?

Bateu uma, duas, cinco vezes com a mão no braço para apontar clara, claramente para a cor do mesmo como que dizendo “sou negro e tenho muito orgulho nisso”.
Ainda não vi ninguém dar realce a isto sendo que é verdade que apenas leio os jornais desportivos quando o Benfica joga e ganha.

Agora vamos supor que Messi fazia o mesmo após o golo que marcou querendo significar claro está “sou branco e tenho muito orgulho nisso”.
Era chamado imediatamente de racista.

Porque é que para o outro é diferente?

28 May 2009

Grande e(Motian)


Paul Motian assina aqui em trio um disco absolutamente soberbo.
Nem outra coisa era de esperar quando as outras duas partes do mesmo são Bill Frisell e Joe Lovano e o palco foi o mítico The Village Vanguard.

É uma edição Winter & Winter o que equivale a dizer que o “booklet” é impossível de reproduzir.

Paciência.

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Entre marido e mulher não metas a colher


46 Mulheres foram assassinadas no ano passado em Portugal, pelos maridos, companheiros ou namorados.
Não deixa de ser irónico o nome que estes bárbaros têm.

Todos dos dias os jornais vêm cheios de casos que felizmente nem todos terminam em morte.
Seguem alguns links e claro que é legitimo perguntarmo-nos o que é que fazem tantas entidades públicas que todos os dias enchem a boca com os direitos que todos nós temos.

Não se esqueça de comparar com os 100 mortos da notícia anterior e com o volume de mediatização que uma e outra mereceram.