13 Apr 2009

Escolha fácil


Casal preferiu o cão ao filho adoptivo

Parece um bocado estranho, mas só o é para quem não anda a pé nas ruas.
Para começar os cães cagam na rua e não fazem despesas nenhuma com papel higiénico ou fraldas ou pó de talco ou outras mariquices.

Depois quando as donas vão aos cafés prendem-nos num poste qualquer e podem calmamente ver a tertúlia cor-de-rosa enquanto bebem uma bica.
Um garoto tinha que ir lá para dentro, berrava, queria isto e mais aquilo (só despesas) e mais crescidinho ainda ia à noite dizer ao pai que a mãe tinha conversado com o empregado do café muito tempo.

E aquele momento lúdico quando no regresso a casa vão falando com o bicharoco.
Lulu, quieto!
Boby, vem cá!
E os rabitos a acenar a acenar.
Agora experimentem fazer isso com uma criança.

À noite ainda servem para ladrar a tudo o que passa por perto, guardando a casa.
Há mais vantagens, mas algumas não se podem dizer aqui.
Isto é um blog de respeito lido até por crianças.

Outra vantagem, um cão nunca pode ler isto e não vem para aqui chatear a fazer comentários desagradáveis.

Tão queridinho e respeitador


Obama prometeu às filhas que se fosse presidente lhes dava um cão.
Mas e isto já não foi dito á miúdas mas sim á imprensa, o cão tinha que ser um rafeiro, pois era uma medida simpática e social tirar um cão das ruas e dar-lhe o luxo daquela casa cuja cor era.

Mas até mesmo para o homem mais poderoso do mundo os milagres são difíceis e neste caso o problema era que uma das filhas tem alergia e, claro, os rafeiros largam pêlo e nem um decreto presidencial os faz mudar de hábitos.
Que fazer?

A salvação veio de um pais do terceiro mundo, exactamente deste pedacinho de Europa que quase é África.
Explico eu, é um cão português, portanto mesmo que criado nos states em casas da melhor linhagem nunca deixa de ser um rafeiro.
E assim o português cão e a americana miúda vão viver felizes para toda a vida.

Olha que trio









As melhores vozes da pop interpretam neste disco êxitos de sempre.

A vossa melhor atenção para uma das mais belas cantoras para outra que teve que fazer um teste de saliva para provar que era mulher e finalmente para outra andrógina cuja superlativa interpretação de La Vie en Rose fez história.

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12 Apr 2009

Pouco branco, bastante cinzento


You don't just walk away from me.
I made you. I'm in your blood.You don't go anywhere until I let you go.

Then let me go. You look at mind you don't like what you see.
But this is the price, Mother. The price of belonging to you.

If I could, I'd take it all back. I would.
(do filme)



Quando acontece uma daqueles crimes sórdidos de paixão, os jornais durante um dia ou dois, o tempo de o sangue deixar de escorrer, dedicam ao mesmo alguma atenção.
E depois cada um vai à sua vida e aguarda-se pelo próximo.

Mas por vezes há filhos, em idade menor.
É sobre estes, no caso uma filha, que este filme e o livro do qual foi adaptado se debruçam.
Michelle Pfeiffer uma artista plástica mata o amante e a filha (Alison Lohman) como menor é entrega a uma família de adopção, que na América são chamadas de foster family .

Uma adolescente que nunca tinha conhecido o pai, vai assim percorrer um doloroso calvário onde conhece três novas famílias e onde aprende a conhecer-se.
Por uma naturalidade todas as famílias de adopção centravam nelas próprias vários problemas (se assim não fora, para que precisavam de adoptar fosse quem fosse) e Astrid ao mesmo tempo que cresce como mulher ocasiona rupturas dramáticas.

É um filme onde o amor se apresenta com cores muito desmaiadas, quase não aparece, onde uma mãe presa numa cadeia quer a todo o custo controlar uma filha.
É um filme muito triste, com desempenhos soberbos.
É muito igual à vida.

Também eu


Shirley Horn foi uma das maiores cantoras de jazz.

She shares with the very different Blossom Dearie the ability to incorporate delicate piano shadings behind her equally subtle vocal delivery
Brian Priestley



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Peça um


Um senhor que habita no Bairro do Iraque lá para cima em Valadares dedica-se ao roubo de sucata e outras actividades para completar o magro pré que recebe como utente do Rendimento Mínimo de Inserção.
Já foi apanhado a roubar mas curiosamente não tem cadastro.

É claro que estas actividades deixam-lhe imenso tempo livre e outro dia a maneira que encontrou de o ocupar foi violando uma desgraçada que por azar passava pelas proximidades.
O ataque foi um bocadinho para o abrutalhado e a senhora teve que receber tratamento hospitalar.

Claro que a senhora também teve a sua dose de culpa, pois conforme conta outro senhor:

” É muito perigoso andar por aqui sozinho. Ainda há bem pouco tempo alguns homens andavam a traficar droga aqui nas traseiras da estação".

A notícia não diz mas aposto que também estão no tal coiso de Inserção Social.
E assim, passa a saber para onde vai o seu dinheiro dos impostos.

Leia aqui

O "doutor" Alegre


Manuel Alegre considera que a decisão de impor regras proibindo o uso de mini-saia e de decotes às funcionárias da Loja do Cidadão "é uma coisa de cariz fascizante, totalitário, contra a liberdade individual"

O poeta, coitadinho, sem saber ler nem escrever foi eleito como a reserva moral da esquerda.
E agora entre uma caçada ou uma baixa por neurastenia lá tem que dar opinião sobre tudo o que se mexe na pátria.

Inebriado pelo som da própria voz e sempre com muitas palmadinhas nas costas já não consegue distinguir entre o que foi o fascismo e o que são simples regulamentos.

O Publico, um jornal de referência, também não.
Dá a este cómico episódio meia coluna.
Sócrates, como em tudo o que distraia dos verdadeiros problemas, agradece.

9 Apr 2009

O Zé não faz falta nenhuma


José Sá Fernandes, o Cavaleiro Andante das Providências Cautelares, foi eleito como independente numa lista patrocinada pelo Bloco de Esquerda.
Depois começou a portar-se mal e o seminarista doutor Louçã quis dar-lhe um pontapé onde as costas perdem o nome.

Não conseguiu mas avançou para um divórcio litigioso e agora já não habitam no mesmo partido.
Ora aqui podia esperar-se que O Paladino descesse do cavalo e pelo seu próprio pé se fosse embora, não deixando nenhuma saudade.
Mas em vez disso, mal se apanhou divorciado, casou-se imediatamente com o senhor A.Costa que de momento é o presidente da Câmara de Lisboa.

Vem isto a propósito de um cartaz que o PSD colocou no Marquês do Pombal e que ele mandou retirar.
Agora eu pergunto, um partido como o PSD deve ser interpelado por um simples amanuense, ou este era um assunto que requeria que o senhor A.Costa perdesse uns minutinhos a dar uma explicação a uma candidata a primeira-ministra?

O Horror


Um documentário de Alain Resnais sobre os campos de extermínio nazis com todo o seu cortejo de infâmias, mostrando como os humanos se podem tornar em animais raivosos.

In the DVD re-release, there is a subtle but controversial difference in one of the still photographs of a Nazi concentration camp in southern France. In this version the distinctive profile of a French gendarmes can be seen at one of the camps, implying that the French Vichy government of the time was aware of and perhaps involved in the management of the camps. This same photograph appears in the original version but the gendarme's profile was obscured at the insistence of the French government (who commissioned the film) when the film was in post-production
(IMDB)

Leaving the production aspects to his technicians,Himmler concentrates on destruction.
They study plans. Models.
They carry them out, the prisoners themselves helping with the work.
A crematorium from the outside can look like a picture postcard.

Today tourists have their snapshots taken in front of them.



"I am not responsible," says the Kapo.
"I am not responsible," says the officer.
"I am not responsible."

Then who is responsible?

( do filme)

Nunca se pode dizer que nada se voltará a repetir.

8 Apr 2009

Génios



Duas obras perfeitas e que na minha escolha pessoal estão entre as dez preferidas em cada um dos géneros.

Estou no sul
- mais sul que isto não há,
e agora vou para o último dos nortes,
Que bom!

ter assim mais uma razão,
de manhã, quando me levanto,
para achar que nada vale a pena.

Há uns anos um colega meu adoeceu com um cancro fui visitá-lo ao hospital e no quarto estavam os pais sentados numa cadeira à espera que o filho morresse.
Foi uma visita muito penosa para mim e ele aliás morreu três ou quatro dias depois.
Naquela altura pensei no que seria a dor daqueles pais a verem o filho morrer todos os dias um bocadinho e não haver a menor esperança de que a situação fosse reversível.

Este filme que conta a história de uma mãe e respectiva filha através dos tempos, uma relação muito conturbada entre uma mãe possessiva e uma filha pouco racional, termina desta mesma maneira, agravada por os filhos assistirem ao final anunciado da mãe.

Não é apenas sobre a morte, é também sobre o amor que acaba por nascer entre ambas.
Esta mãe que mal suportava o toque da filha, a quem nunca fazia um carinho, não por maldade mas apenas porque era assim, seca por dentro, nestes momentos finais ao sentir o aproximar do fim, abre-se e com a ajuda de um improvável amor, na figura de um excêntrico astronauta dá-lhe todo o seu final carinho.

A morte tem este toque mágico.

7 Apr 2009

Bossa (Sempre) Nova


Diana Krall lançou um novo disco com temas de Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim.

É uma bela ideia comprá-lo, mas antes ou depois ouça aqui a fonte onde ela bebeu.


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Um faraó


Ramsey Lewis anda no bolso com três Grammys’s e mais cinco discos de ouro.

Neste disco, que recupera antigos LP’s, ouvindo e dançando Carmen, Delilah e Love For Sale entre outras, é muito fácil perceber porquê.

A vossa melhor atenção para os acompanhantes e ouçam com atenção as vassouras na bateria.
Estupendo, um grande momento musical.


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Raridades


Se alguém que passa por aqui tiver um disco dos Mler Ife Dada deixe um aviso.
Tive dois, emprestei-os, nunca mais os vi.

Hello, está ai alguém?


Segundo as notícias dos jornais, cerca das duas e meia da manhã de ontem um carro simulou um acidente a meio da Ponte 25 de Abril e quando outro carro abrandou para ver o que se passava, imobilizaram-no, retiraram o condutor à força, meteram-no no carro “acidentado” que por acaso era roubado e fugiram.

Cerca de umas horas depois o infeliz era abandonado, maltratado e teve que baixar ao hospital.
Deixando de lado os contornos dúbios de ligações entre os intervenientes convêm pensar no seguinte:
Numa ponte com dezenas de câmaras e com um posto de GNR numa das extremidades como é que um assalto destes pode ser feito e não haver nenhuma reacção policial.
Estavam todos a dormir?
O incrível é que parece que os próprios jornais acham isto normal.


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Adenda

Estamos entregues à bicharada. É tudo muito bonito mas depois não serve para nada. Ler em comentários o seguimento desta notícia.

6 Apr 2009

Aprenda o Corão, rápidamente


Num dia em que na blogsfera se discute a adesão da Turquia à União Europeia, o senhor Obama falou e disse:

"Let me say this as clearly as I can.
The United States is not and never will be at war with Islam. In fact, our partnership with the Muslim world is critical ... in rolling back a fringe ideology that people of all faiths reject."

E um bocadinho mais á frente, afirmou

"We will convey our deep appreciation for the Islamic faith, which has done so much over so many centuries to shape the world for the better, including my own country,"

Ora é bem verdade que ele pode dizer isto, aliás dizem que em segredo ele é mesmo islâmico, e tudo o mais que lhe vier à cabeça, porque depois mete-se no “The Beast” e ala que se faz tarde para o jantar de cerimónia.
Agora para nós que ficamos por cá e que só por se terem feito umas caricaturas tipo António-do-Expresso queimaram e saquearam o que podiam, arrepia.

A minha opinião não podia ser mais clara.
Cada um no seu cantinho. Os turcos na Turquia, os europeus na Europa.
Visitas só em turismo.


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Um, dois, três


Kenny Barron , Roy Haynes e Charlie Haden , numa formação clássica (piano, baixo e bateria) apresentam aqui um disco de grande emoção.

Eu não twito, e tu?


Gosto imenso dos inquéritos que os jornais ou blogs colocam aos seus leitores porque por vezes mostram que certos mitos urbanos, não resistem a uma pontinha de vento.
Por vezes também são muito cómicos e nisso o realce maior vai para as perguntas do Correio da Manhã.

No IMDB de hoje a pergunta é:

Do you Twitter (and tweet)?

Ora eu tinha a ideia que esta moda era a grande coqueluche de momento mas os resultados mostram o seguinte:

O agregado de pessoas (votantes) que não sabem o que é Twitter, não o usam, usam outro meio de comunicação (provavelmente o oral) ou que aguardam uma melhor oportunidade somam uns impressionantes 84.6 % sendo que apenas 6,8% se consideram “an active Twitterer, and I follow other people’s tweets.”

Quem diria.

gajos jornalistas com sorte


A João Miguel Tavares saiu o euromilhões sem precisar de jogar.
Escreveu uma crónica bem insultuosa sobre Sócrates, recebeu os parabéns de todos os jornalistas, paineleiros e bloges de esquerda e, ai está a cereja, o Sócrates resolveu fazer queixa dele nos tribunais.

Com esta medida Sócrates garantiu-lhe a fama por mais quinze ou vinte anos, o tempo previsto para o julgamento chegar ao fim com uma sentença.
Rui Tavares, o novo príncipe do Bloco de Esquerda para o Parlamento Europeu, também gostava de ter tido a mesma sorte, mas atrasou-se e isto só dá para o primeiro.
E por isso repescou o assunto para a sua página de história (ele é historiador) no Público.
E diz coisas muito importantes. Ora vejam:

Não é um tribunal que pode decidir que João Miguel Tavares passe a admitir credibilidade onde não a vê, ou que não escreva sobre isso.

Como a frase em questão comparava a credibilidade do Sócrates com a honra da Cicciolina, isto quer dizer que o historiador não sabe quem foi a senhora.
E isto abre precedentes perigosos.
Por exemplo eu posso começar a dizer que Rui Tavares como historiador tem tanta credibilidade como Stalin ao beijar crianças.
Ele mete-me um processo e eu digo que só conhecia o Stalin das fotos.
Mas o futuro deputado europeu pelo Bloco de Esquerda diz mais. Diz por exemplo:

Há valores mais altos do que a ofensa que o primeiro-ministro possa sentir; um deles é o direito de não ter medo de ofender os poderosos.

Que estranho. Mas há alguém mais poderoso do que um jornalista-cronista-locutor de TV em Portugal?
Todos os dias escrevem o que lhes apetece sobre os “poderosos”, e você já viu algum ser incomodado? Está algum preso?
O historiador conclui de forma magistral:

Seja como for, neste caso entre um Sócrates e um Tavares, eu não poderia deixar de estar do lado do Tavares

Admiração nenhuma.
Alguma vez o espírito corporativista desapareceu na esquerda?