27 Aug 2008

Peça um, também



Maria do Céu, de 26 anos, tinha acabado de receber o montante que lhe tocava em sorte ao abrigo do Rendimento Social de Inserção (RSI). O marido, Fernando, um desempregado com 38 anos, insistiu para que ela lhe passasse o dinheiro para a mão. Fernando sacou de uma pistola, e ali mesmo, num dos passeios do Bairro de S. Roque da Lameira, no Porto, disparou cinco tiros. Um deles atingiu a vítima na cabeça.

E, enquanto aguardam notícias sobre o estado de saúde da vítima, que se encontra na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de S. João com prognóstico "muito reservado", contam, sem querer revelar a identidade, que o casal, de etnia cigana, "andava sempre a discutir". Ele, logo pela manhã, "começava a beber, não gosta de chá. Ela, coitada, era simpática, muito asseada, passava o tempo sentadinha num banco à beira de casa, enquanto ele se enfrascava na tasca do senhor Joaquim".



Antes de mais o meu desgosto por mais uma barbaridade praticada por um homem sobre uma mulher indefesa.
Mas a verdade é que lendo a notícia temos que questionar a vida destas pessoas.


Repare-se, duas pessoas jovens, a viverem uma de um rendimento que supostamente não devia ser eterno mas apenas para ajudar a inserir essa pessoa na sociedade e o outro embora dado como desempregado é apontado noutro jornal como feirante e aposto que não desconta um tostão em impostos.


Agora eu pergunto.
Quem paga a estas pessoas?

26 Aug 2008

Vai-te embora ó meu


Este fulano não tem um pingo de vergonha na cara.

Mal foi ganha uma medalha de ouro fez logo um triplo mortal encostou-se a beber champanhe ao lado do vencedor e agora já se recandidata.
Eu só pergunto:

Uma vez que já se percebeu que não tem a honra de se demitir, não será possível o Governo chamá-lo, entregar-lhe uma simpática carta a agradecer-lhe os serviços passados e agora faça favor de desaparecer?

Não ria, por favor!


ADMINISTRAÇÃO INTERNA

O ministro da Administração Interna anunciou, no dia 20, um reforço de 400 elementos da PSP e 200 da GNR na Área Metropolitana de Lisboa (AML), garantindo que os lisboetas sentiriam nos dias subsequentes a presença forte da guarda.

Fernando Gomes falava no final de uma reunião com os comandantes da PSP e GNR e com os presidentes de 12 juntas de freguesia da AML, marcada quinta-feira de emergência, após os assaltos ocorridos na madrugada daquele dia, à mão armada, a três bombas de gasolina e outro à actriz Lídia Franco, em plena CREL, pelo mesmo grupo de sete indivíduos.

A reunião foi pedida por Fernando Gomes, que foi mandatado pelo Governo para, em conjunto com as forças de segurança, preparar e executar de imediato um Programa Excepcional de Reforço do Policiamento nas Zonas de Risco da AML. Os 600 novos elementos policiais da PSP e GNR, que concluíram a sua formação na semana passada, vão reforçar a vigilância das «áreas de risco» de Lisboa, onde vai ser visível «uma presença mais forte» da autoridade para dissuadir o crime, disse o ministro Fernando Gomes.

Conselho de Ministros de 20 de Julho de 2000

O rap ao poder


O senador democrata Joe Biden quando teve de escolher entre uma mulher (questão de género) e um negro (questão racial), escolheu o negro. E não foi isso o que fizeram os eleitores democratas na escolha do seu candidato presidencial?

Ferreira Fernandes in Diário de Notícias

Coitado do cronista, está mesmo gágá.
Então agora vem escrever no jornal que os pretinhos votaram no Obama apenas por ele ser o pretinho mais branquinho da América?
É claro que isto é verdade, mas só se pode dizer na mesa do café.

Nos jornais tem que se dizer que Obama tem uma visão do Mundo só comparável aquela que Deus tinha quando o criou.
A propósito de Deus só lhe peço que faça com que este Grande Vulto ganhe realmente as eleições, pois senão temos que aqui no quintal milhares de outros Grandes Vultos entram em grande depressão e não são Pessoa Vulgares não senhor, são mesmos os mais inteligentes, da esquerda claro está!

24 Aug 2008

Cinema Para Adultos


Primeiro que tudo a banda sonora.
Por favor consultem aqui .
O que se segue é uma tradução apressada da Wiki

Breakfast on Pluto é um filme realizado por Neil Jordan e baseado na novela de Patrick McCabe, adaptada por Jordan e McCabe.
Comédia negra estreia Cillian Murphy como um transgender que parte para Londres na tentativa de encontrar a verdadeira mãe.

O pai já ele sabia quem era.
O filme tem momentos na melhor tradição do humor inglês.
Imperdível.
E por isso se não o viu, não perca.

Os jovens


Um novo linguarejar está a fazer escola nos jornalistas portugueses.
É a escrita tipo jovem.
Ontem um grupo de bandalhos roubou um carro agredindo o proprietário, vandalizou um café, emborracharam-se e estamparam-se morrendo quatro.
Felizmente não chocaram com nenhum cidadão decente.
Vejamos agora pedacinhos da notícia num jornal, por pudor não se diz o nome, mas na realidade são todos muito parecidos.

Três jovens que seguiam num carro roubado morreram
Os amigos, com idades entre os 17 e os 20 anos, seguiam num Opel Astra
Três ocupantes acabaram por sucumbir no local. Os restantes três colegas foram transportados ao Hospital de S. Marcos, em Braga, com ferimentos graves.

Vejam a confusão nestas cabecinhas.
São jovens, amigos, ocupantes, colegas nunca chegam a ser bandidos.

Continuemos agora nas hipóteses

No interior do Opel Astra estariam objectos supostamente furtados e garrafas de bebidas alcoólicas.
O grupo terá estado, momentos antes do acidente, num café em Ribeirão (Famalicão), onde terá provocado desacatos.
Segundo apurámos, aparentavam estar "alcoolizados".


Estariam, terá estado, terá provocado, aparentavam, mas que raio de mania de não chamar as coisas pelo nome.
Então estão lá as cadeiras e vidros partidos e depois o jornalista vem dizer que “parece que estiveram lá”.

Estes fulanos é que não parecem nada jornalistas.

5 Aug 2008

Porque não te calas!


Há cem ou duzentos anos um senhor que estava no registo de patentes americanas declarou que aquele organismo podia fechar porque já estava tudo inventado.
Depois disso já se inventaram trilhões de coisas muito úteis para a humanidade como por exemplo a energia atómica, as metralhadoras Gatling, os diamantes e os offshore.
Infelizmente o que ainda não foi inventado, criado ou até simplesmente adaptado é uma fralda para os incontinentes verbais.

Hoje um deles, bem na realidade o maior entre todos, declara que o Presidente da República que o derrotou numas eleições onde o incontinente se ficou pelo terceiro lugar, fez mal em se dirigir ao país pelas televisões.
E fez mal porque:

Era o último dia de Julho passado, quando a maioria dos portugueses se preparava para ir de férias, procurando esquecer, por um mês, os problemas graves e complexos que os esperam no regresso.

E “pelas expectativas criadas” e também porque “a maioria não terá sequer compreendido

E o incontinente queria que o Presidente falasse sobre aquilo que não pode resolver, ou seja “o custo de vida…a crise energética e os seus efeitos nas bolsas de todos nós e nas empresas; a crise financeira…o desemprego, que está a crescer … o escândalo da corrupção,”.
Porque é que o incontinente não vai dar aqueles recados ao partido do qual é sócio e que governa o país?

Provavelmente porque julgando-se o único esperto achará que eles também não vão compreender a comunicação que só teve a proporção que teve porque os senhores jornalistas andaram todo o dia a inventar as maiores palermices possíveis.

Alguém ouviu durante o dia Cavaco a dizer que estava em causa um assunto transcendental?
Não sabiam todos que ele vinha a Lisboa para uma gala no Campo Pequeno?

Pois parece que não sabiam.

Museu Berardo


Em pleno mês de Agosto, o mês do turismo, a colecção Berardo a quem o governo gostosamente deu o Centro Cultural de Belém para a guardar, encontra-se reduzida a um terço.

Valha a verdade dizer-se que tem tido entrada gratuita (embora nada haja de graça debaixo do sol)mas para um turista que segundo as palavras do nosso primeiro, “ia iniciar-se uma nova época na arte europeia” só pode constituir um bom motivo para uma risota ver aquilo.

1 Aug 2008

Nunca Opine


Duas notícias aparentemente sem valor nenhum, ocupam hoje uma página do jornal Público, o mesmo que ontem se ocupou da declaração que depois já não-era-verdadeira da senhora Alta Comissária que ainda não de demitiu por falar do que não sabe.
Adiante.
Na primeira

o regulador dos media (A Entidade Reguladora para a Comunicação Social) considerou os blocos informativos transmitidos pelos três operadores em seis canais televisivos sobre os conflitos registados naquele bairro… tinham um "estilo opinativo no discurso jornalístico", e deu um período de dez dias às televisões para responder.

Vejam bem, tinham um estilo opinativo, não se limitavam como o boletim meteorológico a debitar as temperaturas.
E por falar em boletim, será que as previsões para o dia seguinte poderão ser consideradas “opinativas”.
Agora o que interessa saber é qual o castigo para as senhoras televisões.

Ora se derem com este juiz estão tramadas.
Vejamos:

Segundo a regulação do poder paternal, a jovem deveria regressar a casa do pai quando chegou de férias. A filha recusou, contudo, voltar a casa do pai, e este encontrou-a na rua. Como a jovem manteve a recusa, iniciaram uma discussão. Os ânimos exaltaram-se e a filha bateu com as mãos no peito do pai. Enervado, Lídio Costa agarrou-lhe um dos braços e deu-lhe uma bofetada na cara.
E por isso foi condenado a pagar 120 euros de multa.


Pois para começar, levaram não com as mãos no peito mas sim com o dedo na cara.
O melhor é ficarem quietos.

30 Jul 2008

O Saltitão


O namoradinho de Portugal já tem uma sinecura.
Ele, coitado, estava desesperado por se encontrar desempregado e assim em vez de se dar ao estado era o estado que lhe estava a dar.
Recorde-se que num gesto de grande nobreza

O actor e encenador demitiu-se da direcção do Teatro Municipal Maria Matos no passado dia 3, alegando constrangimentos do foro orçamental

Pois bem, este génio não podia simplesmente ser esquecido e vai de malas aviadas para o Dona Maria II, aquele casarão que não serve para nada ali no Rossio
Mas ele que se cuide e que se encoste com vigor aos amigos que possa ter nesses corredores escuros em que se move a Arte, é que:

a administração da instituição poderá ser dissolvida, "sem direito a indemnização", caso se verifique um quadro de "desvio substancial entre os orçamentos e a respectiva execução"; de"deterioração dos resultados da actividade"; ou "outras situações previstas no estatuto do gestor público".

Como diria qualquer estratega de guerra, proteger a retaguarda é meio caminho andado para a vitória.

29 Jul 2008

A Descolonização Exemplar


Pois! Foram esses mesmos fieis e leais mainatos que vos recambiaram, aos enxurros e encontrões, de sacas de plástico aviadas e atafulhadas de trapos, para os asilos do IARN. O que nos custou a aturar a vossa arrogância e corporativismo, corporativismo esse que vos valeu, reconheça-se o mérito, estarem todos mais ou menos bem de vida! Todos os retornados que conheço ainda hoje mantém a mesmíssima pose arrogante e cínica que os pobres pretos deixaram vingar.


Trinta e três anos após a descolonização, e sobretudo no contexto no meu blogue, o teu ressabiamento relativamente aos retornados não tem sentido. Que parvoíce! A história é a história, e seguiu o seu curso. As culpas relativas à colonização não recaem apenas sobre os arrogantes retornados que tanto te incomodaram porque não eram humildes nem discretos nem pequeninos.Tão criminosos são os executantes do crime como os seus mandantes, sendo que entre estes se encontravam todos os portugueses, tu incluído. O dinheirinho que o IARN gastou connosco em roupa em segunda mão, cobertores do exército, ovo em pó e alojamento para alguns, não era o teu: veio de África, da árvore as patacas que aquilo foi para o metrópole durante muito tempo. A tua visão da questão colonial é um bocadinho redutora, limitada. Não sabes da missa a metade e escapa-te uma certa abrangência, mas tu é que sabes, está à vontade

De um blog foram retiradas estas duas considerações sobre o colonialismo.
Hoje mesmo Helena Matos, na sua crónica no Público faz a comparação sobre o que os jornalistas viram no episódio da Quinta da Fonte e o que viram na vinda aos trambolhões dos portugueses da África Portuguesa.
Diz ela:

Entre Agosto de 1974 e o início de 1975 os portugueses em fuga de África mal se vêem nas páginas dos jornais. É claro que se fala deles mas com o incómodo e os rodeios de quem tem de dar uma má notícia no meio duma festa. Esta é a fase em que os fugitivos são necessariamente brancos pois assim facilmente se integram no estereótipo que deles traçam homens como Rosa Coutinho que os classifica como "elementos menos evoluídos que têm medo de perder as suas regalias" ou Vítor Crespo que os define como "pessoas racistas que não abdicam dos seus privilégios".

Infelizmente o artigo não tem link (é reservado a assinantes) mas só por si valia a pena comprar hoje o jornal.

Pode ser que o historiador Joaquim Furtado tenha um tempinho para o ler e assim na segunda série que irá dedicar à descolonização exemplar, aliás paga por todos nós, possa tirar as lentes vermelhas.

28 Jul 2008


Eduardo Pitta é um nome que dispensa introdução.
Não leve isto à conta de nenhum trocadilho picaresco.

Leu um livro do jornalista Ricardo de Saavedra e gostou imenso do mesmo.
E então resolveu transcrever dois apontamentos sobre dois momentos vividos em Moçambique, um em guerra, outro em paz.
Vejamos o primeiro:

Esse prólogo abre com a descrição metódica da chacina ocorrida a 16 de Dezembro de 1972, nas aldeias de Wiriyamu e Juwau, em Moçambique. As tais que, segundo Kaulza de Arriaga, nem sequer constavam do mapa. A prosa remete para o inferno: «Duas horas da tarde. Zona operacional de Tete [...] dois Fiat G-91 da Força Aérea despejam, em voo rasante, bombas incendiárias. [...] Enquanto um grupo se dedica à pilhagem e a incendiar cubatas, outro persegue quatro garotas, de 12 ou 13 anos, e arrasta-as para o mato. Numa clareira do capim alto, violam as miúdas, em fila. O Fuinha, quando acaba com a dele, enfia-lhe a automática na vagina e dispara [...] Os adornos de missanga que lhes envolviam o ventre levam-nos os ditos boinas-vermelhas ao pescoço, a servir de colar.»

Peço o favor de notarem aquele pormenor de “remeter para o inferno”
Vejamos a outra:

Não obstante, os quatro dias de ocupação do Rádio Clube de Moçambique, em Lourenço Marques (actual Maputo), bem como o controlo do aeroporto da cidade, são recuperados com precisão: a puerilidade de grande parte dos manifestantes, a esperança gorada em Spínola, os equívocos ideológicos, os choques de personalidade, o armamento sul-africano que não chegou e, last but not least, o acto falhado, nunca devidamente explicado, da omissão de Jorge Jardim. Como sabido, acabou em tragédia: milhares de mortos, êxodo de dezenas de milhares de brancos para a África do Sul (as fronteiras foram abertas), recidiva mais violenta em Outubro.

Aqui já foi mais brando, passou a tragédia
Mas Pitta não se fica e segue a toda a velocidade:

O Anexo 6 faz uma síntese perturbadora dos dias de brasa que assolaram a periferia da cidade: «O dono de um talho aparece pendurado pelas costas num dos ganchos do próprio estabelecimento. Noutros açougues foram encontradas crianças [...]».

Dias de brasa, é como Pitta analisa esta matança.
Não há dúvida o “historiador” Joaquim Furtado criou escola.
No seu blog (sem comentários) Pitta vem agora desculpar-se.
Leia-se:

De resto, no livro de Saavedra, há pontos de vista contraditórios: a denúncia dos excessos da guerra colonial, em particular o massacre de Wiriyamu (entra aí o contraponto com a barbárie descrita por Littell), traduz, se quisermos, um ponto de vista da esquerda; enquanto que a “defesa” do movimento secessionista se situa no outro extremo do espectro ideológico. Não me interessa a ideologia de Saavedra, do mesmo modo que não me interessa a de Littell. Quando faço crítica literária, comento literatura, não comento ideologias.

Pois é, está tudo dito.

Atestem Antes!


Pouco depois descolou da BA do Montijo um helicóptero EH101 Merlin, que, tal como os dois F16, tiveram de abandonar a operação e regressar às respectivas bases para reabastecer, pois não tinham combustível suficiente, explicou o porta-voz da FAP, adiantando que de seguida retomaram a sua missão".
Dos Jornais


Um infeliz piloto teve uma doença súbita, ainda conseguiu contactar o Centro de Controlo de Tráfego Aéreo de Lisboa quando se encontrava a sobrevoar Coimbra e acabou por se despenhar no mar a quinhentos quilómetros do Cabo da Roca.
Dois modernos aviões destacados para o interceptar e que tinham descolado de Monte Real ficarem sem combustível.
Um helicóptero do Montijo ficou sem combustível.
Voltaram para trás e segundo as notícias levantaram outros.
Parece mentira, mas foi verdade.

27 Jul 2008

Tenebroso


Como é que Robert Murat passa de tradutor a arguido?
Havia muitas dificuldades em encontrar tradutores. Precisávamos de muitos porque era preciso ouvir muita gente. Foi a GNR a sugerir o nome de Robert Murat porque falava fluentemente português e inglês. Era conhecido dos militares por ter ajudado informalmente nalgumas traduções. Passa a arguido por um conjunto de factores conjugados. Há um depoimento de Jane Taner que o reconhece quando o vê de costas e garante que é o homem que viu naquela noite com uma criança ao colo.

Mas Jane Taner era uma testemunha credível?
Nunca foi. Mas havia outras coisas. Telefonemas anónimos de pessoas que chegam a referi-lo como possível raptor.

Esses telefonemas anónimos aconteceram antes ou depois de a Jane Taner o ter reconhecido?
Não sei precisar, mas foi seguramente antes de ter sido constituído arguido. Seja como for, nada foi encontrado que relacione Robert Murat a este caso.

(Entrevista do futuro Nobel da Literatura ao Jornal de Notícias)

26 Jul 2008

Uma sálopice


Obama é o novo presidente dos Estados Unidos da América.
Foi eleito por Clara Ferreira Alves do Expresso, Ferreira Fernandes do Diário de Notícias e por toda a equipa de esquerda do Público, de que não se diz os nomes porque são mais que muitos.

Claro que ainda há a maçada de umas eleições mas tenho a certeza que o povo americano conhecendo a opinião destes vultos não vai fazer nenhuma asneira.
Até é justa esta eleição.

Todos já sabemos que Obama é maravilhoso e gosta muito de todos nós.
Vai mudar a face da terra, vão acabar as guerras, os pobres vão ficar menos pobres, os ricos também menos ricos, a América vai voltar a ser respeitada e até amada, vai chover nas terras desérticas e o Benfica vai ser campeão europeu (bem esta é exagero, mas pode ser que passe) e, claro está, o problema da Quinta da Fonte vai terminar, pode ser que até termine a própria quinta e a sexta mas isso veremos.

Faltava conhecer o Homem.
Mas quem tem Ana Sá Lopes tem tudo e ela hoje nas páginas do antigo jornal do regímen conta-nos.
Vale a pena ler:

Uma mulher de 48 anos veio de Magdgebourg, a 120 quilómetros de Berlim, para ouvir Barack Hussein Obama, que há algumas décadas tinha sido um miúdo preto "com um nome esquisito", como ele próprio escreve na sua autobiografia Dreams of my Father, e hoje é o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos da América. A mulher chama-se Barbel Unterseher e foi desencantada pela AFP no meio da multidão no centro de Berlim em êxtase perante Barack Obama, o homem que lhes foi falar "não como candidato à Presidência, mas como cidadão".

Fantástico.
Estavam lá duzentas, trezentas mil pessoas, outros dizem que estava lá mesmo toda a Alemanha e com uma certeza maior do que os livres do Cristiano, o fulano da AFP consegue acertar nesta senhora.
Parabéns.

Mas Ana quer ir mais fundo e descobre que
“As mulheres, e alguns homens, querem beijar Obama - há um evidente sexual power que irradia do homem, independentemente dos outros itens mais objectivos que produzem o fascínio da candidatura.”

Bem é lá com ele, mas se quer copiar o Kennedy e o Clinton não pode deixar que as ana’s digam estas baboseiras.
Até porque Sá Lopes acha que “Obama quer refazer a aliança com a Europa destruída por Bush, diminuir as emissões de dióxido de carbono,” e muitas mais maravilhas como já se escreveu lá atrás.

Ora um fulano a ser beijocado por todos tem pouco tempo para o Mundo.
Veja-se o Clinton.
Era só uma a beijá-lo (bem é uma forma de o dizer) e mal tinha tempo para fumar em paz o seu charuto quanto mais consertar o Mundo.

25 Jul 2008

Quente Muito Quente


Gonçalo Amaral sabe que a garota esteve guardada numa arca frigorífica, só não sabe onde.
Infelizmente por razões derivadas com os royalties que vai receber da venda do seu livrinho não pode divulgar a marca.
Nós e o Pasquim da Manhã sabemos.
Foi nesta.

23 Jul 2008

Alexandra Solnado em Masculino


Gonçalo Amaral, um incontinente verbal, acredita que a miúda inglesa foi morta acidentalmente pelos pais e que depois sabe-se lá como a fizeram desaparecer.
Apenas não consegue provar as suas crendices.
No caso da mãe da Joana foi muito mais fácil de provar aquilo em que ele acreditava.

Tudo isto vai relatar no seu best-seller cujo começo gulosamente o Correio da Manhã vai publicar em folhetins.
Aqui vai um exemplo:

Estava sentada entre Gerry McCann e David Payne, quando ouviu este último perguntar se ela, talvez referindo-se a Madelein, faria ‘isto’, começando em acto seguinte a chupar um dos seus dedos, o qual entrava e saía da boca, insinuando um objecto fálico,

Talvez, terá sido e outras construções gramaticais do género não abalam a certeza do romancista.
Este homem é muito perigoso.
Representa todo um modelo em como a polícia vê o cidadão.
Hoje já pode fazer pouco mal.
Ontem podia enviar qualquer um de nós para a cadeia, apenas por acreditar.

19 Jul 2008

Tadinhos


A namoradinha de Portugal ontem deu cabo do stock de aspas que havia lá no Diário de Notícias.
E qual o motivo perguntarão, todos curiosos.
Pois foi muito simples.
Era preciso escrever um texto sobra a Quinta da Fonte e para explicar o inexplicável havia que fingir que certas palavras não existem.

E assim lá tivemos “pretos”, “ciganos”,”bairros problemáticos” , “problemas de integração” e todo o linguarejar em que a esquerda é eximia quando qualquer caso ocorre e foge às regras em que deve ocorrer, ou seja a versão oficial que deve ser a verdadeira.
Neste caso, cada dia que passa é mais uma machadada nas ideias do bom selvagem que a Doutora Fernanda Câncio (é dela que falamos) tanto gostaria que fossem verdadeiras.
E ela explica:

Sendo isto óbvio, deve sê-lo também o facto de o conflito da Quinta da Fonte não constituir necessariamente um conflito de contornos racistas (aliás, será que alguém já percebeu que conflito é aquele, exactamente?)

Tanta ternura para tentar dizer que aquilo que todos vimos não existiu, comove.
Mas infelizmente sabe-se agora que noventa por cento da população, com carro à porta, plasma no interior e caçadeira na mão, vive do RSI.
Quer dizer não é bem viver, este serve apenas para dar uma ajudinha nos biscates que se fazem por fora.
Soube-se também que quase ninguém paga água, luz ou gás.
Porquê?
Porque os fiscais se recusam a entrar no bairro para cumprir as suas obrigações.
E, claro, as rendas já vão numa dívida de milhão e meio de euros porque quase ninguém está para pagar o valor absurdo de cinco euros.
Mas a doutora Câncio não consegue ver isto e outra ilustre jornalista a senhora Kathleen Gomes do Público consegue ainda ser mais poeta.
Ei-la:

"Devem ter ficado com medo, pensando que os pretos se iam vingar neles. Mas nós não somos assim. Nós vingamos quem nos tocou na pele."
O tom pode soar ameaçador, mas não é. Antónia é doce

Estas senhoras jornalistas só vão aprender quando sofrerem o efeito Mário Crespo.

16 Jul 2008

Ela Sabe


A Câmara Municipal de Lisboa prepara-se para dar a Casa dos Bicos a Saramago para ele lá colocar a sua biblioteca.
Isto é uma perfeita asneira como já se pode verificar pelo negócio que o Governo fez ao dar o Centro Cultural de Belém ao Berardo para ele lá guardar os seus quadros.

Acresce mais uma questão fundamental.
Se algum escritor tem direito á casa dos bicos, só há um nome que além da capacidade de escrita também tem capacidade técnica.
É a Margarida Rebelo Pinto.

Não deixe que este bico seja estragado.
Reclame.