28 Feb 2008

John Huston


How calmly does the olive branch
observe the sky begin to blanch :
without a cry , without a prayer ;
with no betrayal of despair.

Sometime while light obscures the tree ,
the zenith of its life will be :
gone , past , forever .
And from thence, a second history will commence :

a chronicle no longer gold ,
of bargaining with mist and mold ;
and finally the broken stem ,
the plummeting to earth , and then

An intercourse not well designed
for beings of a golden kind
whose native green must arch above
the Earth's obscene , corrupting love .

And still the ripe fruit and the branch
observe the sky begin to blanch :
without a cry , without a prayer ;
with no betrayal of despair .

Oh, courage ! Could you not as well
select a second place to dwell ?
Not only in that golden tree
but in the frightened heart of me ?

27 Feb 2008

Harpia


Esta detestável e arrogante fulana, transformada sabe-se lá porque em ícone português, justificou ontem os seus momentinhos de tesouros deprimentes.
Na apresentação de mais uma telenovela em que a Grande Dama julga fazer o papel de alguma Ava Gardner, muito irritada por o director de programas ter colocado a mesmo num horário que não satisfazia o seu ego, mandou-o para casa cozer batatas.
Coitado do Fragoso julgando que estava a tratar com uma senhora foi atrás dela e ainda ouviu ser classificado de um badameco.
È muito bem feito.

Tratam uma fulana cujo maior feito foi ter protagonizado o sentimento do coitadinho tão do agrado do tuga com aquela recepção em Santa Apolónia como se estivesse a chegar alguém.
Agora estala a camadinha de verniz.
Limpem-se!
Mas não deixa de ser curioso que para ela o maior insulto seja mandar um homem fazer uma acção tipicamente conotada com as mulheres.
Vai prá cozinha gandulo!
Eu cá para mim, bem adiante…

25 Feb 2008

Mexeu, estragou


Abriu o túnel do Rossio com muita pompa, discursos, reportagens nas televisões e os senhores gestores pegaram no dinheiro dos outros e ofereceram borlas durante dois dias.
Era para atrair de volta os passageiros que perderam, disseram.
Depois mandaram uns amanuenses fazer os horários.
Ficou obra asseada.
Onde dantes mal se chegava à estação aparecia um comboio para Entrecampos, agora passam a aparecer dois, um para o Rossio outro para o mesmo Entrecampos.
Só que estudaram e estragaram.
Agora fora das horas de ponta passa a haver comboios de vinte em vinte minutos, sim leram bem, na linha mais movimentada desta triste CP.
Mas então não passa a haver comboios para dois sítios?
Passa mas como a CP gosta de complicar o que é fácil no espaço de três minutos passam dois comboios e depois ficam dezassete a arrefecer as linhas.
Bem pensado, não é?
Porque é que isto é assim?
Porque nenhum quadro da CP de mé(r)dio para cima anda de comboio.

Pensem, antes de guiar.


Com estas novas baixas (duas ontem), ascende a 3972 o número de soldados norte-americanos mortos no Iraque desde o início da intervenção da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos da América e iniciada em 20 de Março de 2003.
Dos jornais


Em 2006, morreram 850 pessoas nas estradas portuguesas.
Se multiplicarmos este número por cinco encontramos um valor de 4250 mortes, valor sempre por defeito.
No entanto estes números são totalmente falsos porque não incluem os mortos nas quarenta e oito horas seguintes e que nas estatísticas são classificados piedosamente de “feridos graves”.
Se fossem contabilizados o número seria obsceno.

Aposto que toda a gente fica horrorizada com os números do Iraque mas poucos se lembram dos mortos da nossa guerra civil que é de ontem, hoje e amanhã.

24 Feb 2008

Não perca


Christopher McCandless: When you want something in life, you just gotta reach out and grab it.

Acabado de ver.
Um filme admirável, onde um jovem acabado de se formar resolve procurar o sentido da vida e sair de uma família asfixiante e desestructurada.
Com ele percorrermos a América profunda e o efeito que provoca nas várias pessoas com quem se cruza nessa mística jornada.
É um filme triste, muito muito triste.
Em três ou quatro cenas é mostrado o rasto de aviões num céu azul.
Ele olha e o seu pensamento é de alegria por estar na natureza.
Eu quando olho para o mesmo céu penso: gostava de estar ali dentro e ir para onde ele vai, seja para onde for.
Mas afinal para quê?
Para encontrar o quê, se primeiro é preciso encontrarmo-nos a nós próprios.

21 Feb 2008

Beware


A esquerda portuguesa anda excitadíssima com a hipótese de um afro-americano vir a ser o próximo presidente dos Estados Unidos.
Não se compreende lá muito bem de onde vem tamanho arroubo, a não ser que considerem que o partido democrata é um partido socialista.
Para o caso tanto faz que ganhe A ou B porque como é evidente para um presidente americano a primeira prioridade, e a segunda, terceira e por aí fora, é tratar dos assuntos da América e não aprender onde fica o Allgarve.

De qualquer maneira já houve um presidente negro.
É claro que foi num romance, mas fazia bem ao senador lê-lo, ou alguém por ele, para ir aprendendo que o caminho não vai ser nada fácil.

20 Feb 2008

Há cada tolinho!


Narciso Miranda, que imagine-se até já foi ministro deste pobre Portugal, num debate lá na terra onde foi Rei, declarou:

"Fui vagamente sondado pelo PS para me candidatar à Maia ou a Valongo.
Fui sondado de forma mais clara para Gondomar.
Um movimento de cidadãos sondou-me para o Porto.
E o partido convidou-me mesmo para avançar em Gaia".

Pá, não quero ficar de fora.
Convido-te para uma partida de sueca.

12 Feb 2008

Em Dois Mil e Tal


Madaíl estou (estamos) contigo.
Não no descolorante para cabelo que usas e que criou a reputação (merecida) do Abel Xavier.
Estou a teu lado, na mesa do almoço que regámos com umas belas garrafas de Quinta do Côtto Grande Escolha 94 do Montez Champalimaud e cuja perdiz estufada amaciamos com dois balões de Jack Daniel’s .
E estou a teu lado neste sonho lindo de fazermos em casamento de conveniência o Mundial de 20 e qualquer coisa juntamente com os espanhóis.
Não deixes que venham para cá falar de desemprego ou como disse O Empertigado de que há outras prioridades.
O programa é muito simples.
Nesse momento já temos o TGV para Madrid o novo aeroporto de Lisboa, Pinto da Costa já é o presidente das Regiões Autónomas do Norte, então o que é que nos falta?
Nada!
Portanto em Espanha fazem-se os jogos e levam com os holigans nos cornos (salvo seja).
Aqui ficam todos hospedados, jogadores, treinadores, dirigentes, jornalistas, apoiantes sem registo criminal e penetras avulsos.
Depois no dia do jogo em espectacular ponte aérea os artistas são transportados para os recintos e os apoiantes uns dias antes lá seguiram no magnífico TGV.
Que apareça quem diga que isto a ser assim não é um sucesso.
Á tua saúde!

11 Feb 2008

Oceano de Mouros


“Há duas noites atrás o Anjo da Morte levou consigo mais duas inocentes almas, de tenra idade, na estação ferroviária de Rio de Mouro”.

O poeta que escreve esta linda loa dá pelo nome de José A. Santos vive na Sobreda e este delírio veio publicado naquela folhinha que dão nos transportes públicos, o Destak.
Infelizmente a realidade não é tão cor-de-rosa como esta alma caridosa, e muitas e muitas outras almas caridosas julgam que ela é.

No caso em questão e até parece que o senhor José se está a referir a algum atropelamento numa linha onde de vez em quando acontecem, dois bandos de marginais envolveram-se em confronto do qual resultou a morte de dois baleados por um terceiro.

Todos tinham antecedentes criminais.
Não eram assim tão anjinhos!

Merecido Prémio


".. the award went to 67-year-old jazz legend Herbie Hancock for "River: The Joni Letters," his album of Joni Mitchell interpretations.The decision appeared to shock many, though Hancock wasn't caught off-stride.In his acceptance, the pianist, who had earlier co-performed George Gershwin's "Rhapsody in Blue," paid tribute to a number of his predecessors, most notably mentor Miles Davis."

Parabens!

Tenho-o e estou a ouvi-lo agora mesmo.
Soberba execução com as vozes de Norah Jones, Tina Turner, Corinne Bailey Rae, Joni Mitchell, Luciana Souza e Leonard Cohen.

8 Feb 2008

Nunca mais se reforma!


Há gente que deve julgar que o povinho português é muito estúpido.
Mário Soares, esse incontinente verbal, concorreu a presidente da república e como todos nos devemos lembrar foi atirado para um justo terceiro lugar, um pouquinho atrás do seu grande amigo e traidor Manuel Alegre que o apunhalou pelas costas.
Um drama veneziano muito visto e revisto entre os socialistas.

Agora o Tribunal Constitucional veio absolver as suas contas de campanha que tinham sido reprovadas pela Entidade das Contas, uma organização que deve existir aí num sítio qualquer onde um presidente, um ou mais assessores e algumas secretárias contratadas a recibo verde dispõem de alguns carros do estado para exercerem a sua missão.
Se chumbadas podiam dar uma pena de prisão de um a três anos.
Fazia-lhe bem.

Dos candidatos, mesmo aqueles que concorreram só pelo folclore, apenas este geronte conseguiu apresentar umas contas em que gastou tudo o que tinha.
Estas contas são falsas.
Ele sempre se habitou a gastar muito mais do que tinha, especialmente se o dinheiro não é dele, mas nosso!

7 Feb 2008

Jogo de espelhos


Aproximam-se os doze meses do desaparecimento da pequenita inglesa no Algarve.

É muito fácil de imaginar, se pensarmos no que o chefe máximo da judiciária disse, na histeria em que nessa data os media vão entrar.
Não deve haver cem pessoas em Portugal que não tenham a certeza do que aconteceu e entre estas estão os dois maiores criminólogos deste cantinho, a saber o Presidente da Câmara de Santarém e um senhor reformado que falava na televisão do Estado e para quem o swing (não estamos a falar de música, embora dancem) era o principal culpado.

Para vermos como temos gente inteligente em todo o lado o leitor António R. Silva em carta publicada na folhinha Destak confessa-nos:

"Esperava-se uma possível confissão dos suspeitos, após a constituição de arguidos, mas isso não aconteceu".

Pois não!
Um aborrecimento, não colaboraram, não seguiram o exemplo da mãe da Joana que num rompante de emoção confessou e depois na pressa de voltar para a prisão escorregou e caiu por umas escadas abaixo.

Isto vem a propósito do filme que estreia hoje e que vi há uns dias.
É uma obra completamente falhada.
Casey Affleck ainda consegue ser mais pastelão a representar de que o irmão a dirigir.
Morgan Freeman e Ed Harris, dois pesos-pesados do cinema, estão tão bem neste filme como Cristiano Ronaldo na selecção em comparação com o que faz no clube onde lhe pagam o salário milionário.

Salva-se a actuação de Amy Ryan mas não vai ter hipóteses para o Óscar.
Esse já tem dona!

5 Feb 2008

Festa d'arromba




Hoje, no Terreiro do Paço foi uma festa espantosa.
Veja Você mesmo pelas fotos.

4 Feb 2008

Adeus


Despeço-me hoje do Sol.
Foram uns pulhas e aumentaram sem qualquer aviso prévio o jornal em 50 cêntimos.
Uma inflação de 25% que os coloca ao nível de um Bangladesh e uma atitude de terceiro mundo.
Do jornal propriamente não tenho grande pena.
Valia muito pouco com artigos pela rama e crónicas e análises superficiais.
Safavam-se os da Felícia Cabrita ( a mulher que sabe tudo sobre a caso Maddie, o caso Casa Pia, o caso dos massacres em África e o caso com o Capitão Roby) quando traziam a fotografia da mesma.
O que me vai fazer falta é o suplemento Tabu dirigido pelo jovem mais velho de Portugal, esse mesmo, o Vítor Rainho, o homem do fígado indestrutível.
Quando se estava triste bastava ler as crónicas da Carla Hilário Quevedo e uma boa gargalhada era garantida.
Ou as crónicas da vida do senhor director, um portento.
Por outro lado naqueles, raros, momentos de euforia em que começamos a ameaçar fazer disparates, uma boa maneira de arrefecer esses entusiasmos, era petiscar as crónicas de humor do rapaz da boina, o açoriano Luís Filipe Borges.
O resto ainda valia menos.
Só uma coisa era indispensável.
O apontamento sobra as famílias grandes, com mais de cinco filhos.
Por acaso neste último número não vinha.
Se calhar acabaram.
Como o Sol um dia também se vai pôr.

2 Feb 2008

Hoje um, amanhã outro




Se o seu nome aparecer num jornal envolvido num qualquer escândalo, fique desde já a saber que mesmo inocente, nunca poderá limpar a infâmia.
Quando muito e após largo trabalho e dinheiro poderá anos depois conseguir que o mesmo jornal publique, debaixo de intimação judicial, um desmentido.
Ora veja:



Processo n.º 167/01. OTBFLG, 1.º Juízo do Tribunal Judicial de Felgueiras
Assistente: Dr. José Augusto de Sousa Oliveira, divorciado, advogado, com domicílio profissional na Av. Dr. Ribeiro de Magalhães, Edifício Avenida, Sala 6, Margaride, 4610-108 Felgueiras.
Arguido: José Augusto da Costa Moreira, casado, jornalista, NIF140805486, com domicílio profissional na Rua João de Barros, 265, 4150-414 Porto
Os factos provados:

1. Na página 15 da edição de 21 de Junho de 2000 do jornal diário PÚBLICO, onde é jornalista, o arguido José Augusto da Costa Moreira criou e subscreveu um texto intitulado "Mais de cem mil contos em dois anos", nos seguintes termos:
…….
Condenação: O arguido José Augusto Moreira foi condenado numa pena de 300 (trezentos) dias de multa, à taxa diária de 6,00 (seis euros), ao pagamento de 5.000,00 (cinco mil euros) de compensação pelos danos não patrimoniais de demandante José Augusto de Sousa Oliveira e ao pagamento de 4UC"s de taxa de justiça, acrescida de 1%, nas custas do processo e à parte proporcional nas custas cíveis.


Temos pois, que sete anos depois, este desgraçado homem conseguiu limpar o nome.
Mas o que é que toda a gente vai lembrar?
Pode ser que seja Você o próximo.
Não fez nada de mal?
Este também não!

31 Jan 2008

O de Marialva & Outros


Um pote de banhas chamado Fernando mas que também acode ao chamamento de 12º marquês de Fronteira e Alorna foi entrevistado por um acréscimo do semanário Sol chamado muito a propósito de Tabu.
Na sua bela casinha, restaurada a expensas do Estado, explica-nos coisas muito interessantes da sua vida e, claro, da vida dos nobres.


Teve uma infância terrível, só via o pai três vezes por ano que se entretinha a pegar touros.
Viveu portanto sempre com a mãe e com a professora particular de Francês. Mas era preciso aprender mais qualquer coisinha e atravessou um momento muito crítico (ficou horrorizado) quando foi ameaçado de ir para o Colégio Militar.
Não foi.
Foi para Direito, não gostou, mudou para Letras.


E assim se tornou um homenzinho e sente-se uma pessoa de esquerda.
Apoiou o poeta na candidatura a presidente desta triste República.
Entretanto foi dar aulas.
De quê?
Várias coisas. No início deu História do Pensamento Económico, uma coisa aterradora porque era um assunto que nunca tinha estudado. Os testes podiam ser acabados num restaurante e depois levava os alunos a casa. Se eram alunas iam sempre pelo menos duas para não haver equívocos. Nunca houve!


Mas é claro até para a nobreza o 25 de Abril foi mau.
Exilou-se para Marraquexe em Junho durante dois meses e meio, depois foi para Londres e voltou a tempo do Natal.
E em que ocupa o tempo o senhor marquês?
Prepara eventos culturais, responde a e-mails que lhe absorvem muiiiiito tempo, bridge, uns joguitos de computador, televisão (só filmes e séries) e está feito o dia.


Não tem filhos.
Não tem tempo.

Resistir até ao fim


Julie Christie a inesquecível Lara de Doctor Zhivago e a sensual Bathsheba Everdene de Far From the Madding Crowd tem aqui um soberbo desempenho que certamente lhe vai dar o Oscar.
Será aliás o segundo.
Este filme mostra os limites para o amor.
Ou seja não há limites.

Jornal de Referência!


Na edição de hoje o Público, por decisão judicial publica a seguinte notícia:


Na notícia publicada no dia 7 de Novembro de 2004, sob o título "Álvaro Barreira, senhor da caça" há referências ao Eng.º que não correspondem à verdade, como o facto de o mesmo ter sido condenado criminalmente. Por esse motivo, o PÚBLICO apresenta as suas desculpas ao visado.

Mais de três anos depois um cidadão vê reconhecido, não por vontade do jornal mas sim por decisão de um tribunal, que um jornal o insultou sem provas.
Pelos mesmos jornalistas que todos os dias fazem fé que são os mais impolutos.

26 Jan 2008

O ilusionista


Quando José Sá Fernandes apareceu na política arrastava atrás de si a fama de cidadão militante. Era o advogado atento que, em nome do interesse comum, questionava poderes instalados, sobretudo na Câmara Municipal de Lisboa. Travou, por esse tempo, algumas batalhas corajosas e em função desse apreço até se fechou os olhos ao seu desgraçado papel na questão do embargo às obras do túnel do Marquês de Pombal, em Lisboa, que hoje é obviamente apreciado por todos os que têm de enfrentar o trânsito naquela zona da capital.

Integrado no Bloco de Esquerda, Sá Fernandes parece ter sucumbido à tentação da demagogia, como provou no recente debate sobre o tabaco no Prós e Contras, durante o qual recusou obstinadamente ouvir as explicações inteligentes e se entrincheirou no populismo que por estes dias vai condenando a ASAE e a Direcção-Geral de Saúde e suportando todos os descontentamentos ligados a uma pequena economia que não consegue elevar a qualidade do serviço para padrões europeus. E, assim, é vê-lo marchar em nome dos espaços sem condições, dos chouriços de qualidade duvidosa, dos queijos mal amanhados, etc., etc.

Por este andar, ainda o teremos a defender as sopas de cavalo cansado, a roupa-velha e outros petiscos do Portugal salazarento, pobre, sobrevivente. É uma opção. Mas será que ainda não se percebeu que a ASAE (com a nódoa do comportamento de António Nunes naquela noite no Casino Estoril) tem estado a cumprir a sua função, até a de alertar o Governo para o apoio que é urgente, e obrigatório, dar à modernização de um tecido económico mais ou menos familiar que não corresponde às normas exigidas no espaço da União Europeia? Temos de reconhecer, e por maioria de razões devem fazê-lo os políticos, que não é mais possível andar a reclamar fundos europeus para querer viver à moda de África.

João Marcelino in Diário de Notícias 26 de Janeiro de 2008

23 Jan 2008

Toda a pergunta tem resposta


Um tribunal decidiu condenar a França por esta ter impedido um casal lésbico de adoptar uma criança.
Não vou dizer se estou a favor ou contra. Vou só imaginar uma história possível.

A criança um dia na escola envolve-se à pancadaria com um colega e no fim aquele ameaça “vou contar ao meu pai que vai dar uma sova no teu”.
Agora a criança vai para casa pensativa e ao jantar pergunta:

-Mamãs, qual de vocês é que faz de Papá?