28 Mar 2007

Maria Elisa Rogado Contente Domingues


A maior portuguesa viva deu uma entrevista ao semanário Sol sobre a doença que tanto a atormenta.
Não seus marotos, não é na que estão a pensar, até porque essa é uma salutar manifestação da mãe natura.
A sua doença só foi descoberta em 2002 pois antes tinha nomes que aqui não se podem publicar, pois este blog é lido por gente de muito bom nível social (ou de outra maneira eu nem aqui escrevia).
A sua doença é a célebre fibromialgia (somente disponível por catálogo e encomenda) e segunda a mesma é ainda vista como “uma doença da moda que não existe”.

Vamos então usar as sábias palavras da ex-adida cultural em London, ex-deputada, ex-actriz de cinema, ex-professora em Abrantes, ex-assessora da Gulbenkian, ex-funcionária da televisão portuguesa (ah! já voltou? não sabia, desculpem) em que explica os sintomas.

Diz ela (ou uma delas, porque nem todas sofrem do mesmo mal) que a doença ainda não é doença porque a lei diz que não se morre com aquilo.
Vamos agora aos sintomas, e até aposto que num instante vão descobrir que têm lá em casa um doente como ela.

Ora vejamos “de manhã para nos levantarmos é como ligar um carro a dez graus negativos, demoramos a aquecer”.
Muito doentes precisam de ajuda para tomar banho. Por isso não gostamos de ter actividades de manhã. As entidades patronais pensam que é preguiça.

Eu cá não penso, mas penso que pelo menos a Isabel Angelino, a Merche Romero, a Pimpinha Jardim et Outras, podiam muito bem de vez em quando ter esta doença e chamarem quem sabe da poda, eu claro, para lhes dar o banhinho.

E, como em todas as doenças, pode sempre piorar-se.
Nesta, então a recaída é terrível.

Diz a doente:

Muito médicos dizem que mudar de ambiente pode ser altamente positivo para um doente de fibromialgia. E eu sinto que piorei muito desde que voltei a Lisboa (tinha melhorado quando foi para London).

Minha querida, como eu a compreendo.
Também eu melhorava se desarvorasse daqui para fora.

26 Mar 2007

1,2,3 Volte outra vez
















Salazar ganhou ontem uma votação feita através de telefone ou telemóvel, para a eleição do maior português de todos os tempos.
Era um concurso televisivo.
Antes de entrar no assunto quero dizer-vos que ontem, durante o programa e como havia sido prometido, liguei cinco vezes para votar nele mesmo, e nunca fui autorizado a fazê-lo.
Ou a chamada era perdida ou dava rede sobrecarregada.
Isto não aconteceu com outros números.
Portanto, ele pode ter morrido, mas deixou cá bastantes sucessores habilitados a manobrar votações.

Sobre o dito concurso vamos assistir no imediato ao desvalorizar dos resultados (que era a brincar, que não tinha validade científica, que a maioria esclarecida não se dá ao trabalho destas patacoadas, que calhou mal porque na véspera Portugal ganhou à Bélgica e distraiu as pessoas, que têm feito muito sol, muito frio, tempo ameno, e como estamos em tempo de simplex, pode mesmo escolher o seu motivo).

Ora nada de mais errado.
Ignorar que trinta anos depois do golpe militar de Abril a votação esmagadora dos portugueses se centrou entre um ditador e um pró-ditador, atirando para um terceiro lugar um obscuro funcionários público e relegando para o caixote do lixo, dois poetas de nome universal ou heróis que abriram horizontes extraordinários ao Mundo devia dar que pensar a quem nos governa.

Bem podem começar a cuidar-se porque a razão principal desta votação é o desencanto que o povinho cada vez mais tem contra esta clique feita de cola UHU que nos governa se governa e cujas caras são as mesma de há trinta anos a esta parte.
Ora se o outro governou quarenta e nunca roubou, já aqui temos um ponto a seu favor e que o povinho tanto aprecia.

Esta votação não se pode repetir.
Nos próximos concursos o licenciado Nuno Santos, a licenciada Maria Elisa & Outros devem entregar estas escolhas a quem sabe:

Ao maior jornalista vivo o Doutor Joaquim Fidalgo.
Á maior romancista viva a Doutora Clara Ferreira Alves.
Ao maior especialista de sondagens o Doutor Oliveira e Costa.
A um sindicalista de reconhecida imparcialidade (esta é difícil tem que ser aos dados).
E claro, para garantir a isenção (não havia necessidade) mas é para evitar problemas com o Governo Civil, a Doutora Odete Santos como presidente do júri.

Assim, sim!

21 Mar 2007

Otários, somos nós


O ministro António Costa, muito irritado, mandou que um assessor enviasse um sms ao irmão, o senhor Doutor Ricardo Costa, que é uma pessoa muito importante naquela estação de televisão onde pulula a doutora maya e o mariconço de que agora não me lembra o nome.
E qual era a razão da irritação?

Pois coisa simples, estava a falar-se demasiado contra a Ota e é preciso calar o povinho mostrando-lhe um sereno debate.
Pá, junta aí quatro marmelos, todos da NAV ou da NAER, compra uns salgados e umas sumois e faz-me um programa, pela tua alminha, que isto assim ainda vai dar bronca.
E o familiar, bem mandado, assim fez.
Foi ontem.
O Doutor Balsemão, que até chegou a pertencer à Assembleia Nacional, deve ter suspirado de alívio.
Assim é que é bom.
Sem contraditório.

18 Mar 2007

Al-Garb


Uma espécie de ministro resolveu mudar o nome daquele pedacito de Portugal que está muito perto do Magreb.
It’s a great idea!
Dizem que é para vender melhor a imagem.
As forças vivas da Nação já estão todas aos pulos e aos berros a gritarem pela cabeça do cretino.
Numa sondagem no Correio da Manhã oitenta por cento dos que respondem também dizem que não.
Este, é o tal ministro que disse aquela frase na China.
È possível que ainda consiga dizer qualquer coisa mais disparatada.

Os jornais vão estar muito quietinhos perante a asneira.
Se fosse no tempo do Santa Ana já tinham assunto para semanas.
Agora os tempos são outros.
O do respeitinho.

17 Mar 2007

Tubarões em terra


Houve um problema.

O atingido recorreu ao Senhor Engenheiro Licencidado Sócrates.
Foi imediatamete resolvido porque “o aquicultor recebeu resposta do Ministério da Agricultura, remetendo para o do Ambiente, que, por sua vez, informa que se trata de assunto de competência da CCDRC. Esta contactou a Estradas de Portugal, "no sentido de serem concretizadas medidas de minimização dos efeitos", mas diz que a obra se situa em "área de jurisdição do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos. Adianta ainda que do alvará de licença à empresa construtora "constam responsabilidades atribuídas".

Leia a história que Kafka gostaria de ter escrito aqui

15 Mar 2007

Salomão, vai pensar.


As tugas endoideceram.

Uma delas, que já tinha duas filhas, foi roubar outra no berço para convencer o namorado que tinha sido pai e agora está na cadeia e as filhas entregues à sua sorte.
Outra que já tinha tido seis filhos e que não era militante do Bloco de Esquerda resolveu ter mais uma, quando duas das que já tinha tinham sido entregues por ela não as poder sustentar.
E, claro, a vida tem destas ironias foi esta mesmo que foi roubada e durante um ano viveu como uma princesa se compararmos com o destino que agora lhe está reservado.

O povo está revoltado e quer que a miúda seja entregue à verdadeira mãe e à pobreza.

Outra tuga desesperada por não poder ter filhos adquiriu com uns papeluchos uma miúda que era filha de uma brasileira e de um tuga que ela conhecia mal, pois só o tinha visto uma vez e estava de costas.
Depois como precisava de se legalizar precisava de um pai para a miúda e o tuga, coitado que só julgava ter passado uma boa noite, passou a ter um pesadelo.
Passou a ser pai e tanto gostou que quis sê-lo mesmo a sério.
Mas o senhor que tinha ficado com a miúda não alinhou e resolveu não entregar a miúda.
Agora está preso e a SIC tem um programa muito engraçado que no fim mostra a sua cara e o número de dias em que já está na cadeia.

O povo está revoltado e não quer que a miúda seja entregue à verdadeira mãe e à pobreza.

14 Mar 2007

Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona


Esta mulher casou com um senhor muito importante.
E esse senhor muito importante, conhece outros senhores ainda mais importantes e assim esta mulher, um dia acordou Ministra da Justiça.
Mas perguntarão vocês – não é preciso saber-se muito de um assunto para se chegar a ministro de uma pasta que trata desses assuntos?
Não.

E portanto, logo uns dias depois sonhou (e já se sabe que quando a mulher sonha, um construtor civil acorda) construir uma magnifica Cidade Judiciária ali para Caxias.
E não foi de modas.
Concurso aberto, adjudicação feita, obras começadas.
E logo, de mansinho, uma providência cautelar, pois parece que faltava uma montanha de coisas, para a coisa poder andar.
E prontos, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra deu razão a quem reclamou e agora o Estado ou seja todos nós vamos pagar à Teixeira Duarte 12,6 milhões de euros de indemnização.
Sim, sim leu bem quase treze milhões de euros ou seja quinquilhões de reformas dos velhinhos.
Entretanto para acalmarem a Teixeira Duarte prometeram-lhe as obras de ampliação do edifício-sede da PJ.


À Dona Cardona, que também ficou muito nervosa com todas aquelas trapalhadas que fez, os senhores importantes que estavam à data sentados e a dormitar em São Bento segundo nos informa a LUSA resolveram elogiar a nomeação de Celeste Cardona para a Caixa Geral de Depósitos, com o PSD a classificar a ex-ministra como "uma mais-valia" e o CDS a destacar o seu "currículo invejável". Uma nota do Ministério das Finanças anunciou que a ex-ministra da Justiça e actual deputada do CDS-PP, Celeste Cardona, vai integrar a partir de 01 de Outubro (2004)o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

6 Mar 2007

Esta-se bem no campo


A esquerda portuguesa adora viver contos de fada e ter sonhos cor-de-rosa.
Além disso acredita piamente que há duas espécies de pessoas no mundo.
Os maus e eles e os que pensam como eles. Que claro são bons, solidários e só têm ideias geniais.
Foi por isso que foram em colorida romaria a Santa Comba Dão, para ensinarem aos parolos que por lá habitam que não estão autorizados a criar um museu onde parece que querem pôr umas quinquilharias que pertenceram ao “botas”.
Os papéis têm que vir a Lisboa para o Anacleto dar o seu doutorado parecer.
É claro que os habitantes do Portugal profundo, que não conhecem a meritória obra destes jovens apoiantes de Lenine e que ainda por cima nem sequer sabem que existe caviar, não gostaram da excursão e quase que os iam correndo à pedrada.
Ainda bem que não aconteceu nada de trágico, pois já estou a ver o nascimento de uma nova Catarina Eufémia vestida com roupa de marca.
Aguardam-se mais ideias fracturantes.

28 Feb 2007

Para uns e para outros


Este post é composto de duas partes, cada uma para seu destinatário.
Esta primeira parte, é apenas para os senhores anónimos que se esfalfam para me irritar e, como mal soletram o português, não conseguem esse desiderato (esta palavra é, depois ensinada, lá mais para a frente).
Portanto, como já não são nenhuns bebés, vão começar pela sexta lição da saudosa Cartilha Maternal ou Arte de Leitura por João de Deus.
Quando tiverem compreendido tudo, mandem um mail para eu fazer um teste inter-activo.
Uma boa noite para vocês, também.


Passemos então a gente mais avançada e coloquemos esta frase escrita algures por alguém:

A partir deste momento, por razões que nem me dou ao trabalho de explicar, os comentários dependem de aprovação. E só serão aprovados os que cumpram as regras mínimas da civilidade. Definitivo e sem mais explicações.

Ora o que se pergunta aqui é aparentemente simples.
Vamos fazer de conta que estão naquele programa da televisão do Estado onde pontifica aquele gorducho, o Malato (não, não sei se é) e ele pergunta:

Quem disse esta frase:

Salazar
Cunhal
O senhor Doutor Daniel Oliveira comentador avençado na SIC no Eixo do Mal

Aí vocês torcem-se todas na cadeira e vá de perguntar – mas porque é que uns levam apenas um nome e o outro leva logo uma identificação a que só falta o BI.
Ora a resposta é easy, porque uns são conhecidos e outros não.

E como já não têm ajudas nenhumas e aquele que vai ficar para tio não está ali para facilitar nada, vocês começam a pensar (coisa que os senhores anónimos não sabem fazer e por isso estão excluídos desta parte) que aquilo deve ter sido dito por um ditador.

E pumba, foi o Salazar, e pimba lá vem a cadeira por ali abaixo.
Então foi o Cunhal. Mas não este era um democrata e só queria era amplas liberdades democráticas e casas com paredes de vidro (um praferentex, é o que é), e zás perdeu!

Então foi….. não não digo. Só lhe posso dizer que é o maior especialista nacional na música para filmes de Ennio Morricone.

Veja aqui

27 Feb 2007

Azelha !!!



Diogo Pires Aurélio hoje no Diário de Notícias lamenta que os jornais cada vez vendam menos sendo que na sua opinião a culpa “é de imediato, e por rotina, atribuída à falta de qualidade, à falta de imaginação ou à falta de investimento no sector.”
Tem imensa razão como o Senhor Doutor Miguel Gaspar no seu editorial se encarrega de lhe demonstrar.
Esta sumidade a propósito do concurso que a televisão do Estado faz para encontrar um português assim-assim lembra que:

Para uns, trata-se de um concurso de televisão que não merece atenção. Para outros, é um cenário de pesadelo imaginar que na televisão pública do Portugal democrático o povo possa vir a eleger Salazar como o maior português de sempre. Estou entre os primeiros: não só porque um concurso é um concurso, mas também porque uma votação na Internet é uma votação na Internet: pode ser facilmente manipulada e não é representativa da população.

Ora sabemos que para um jornalista o rigor dos factos nunca é um empecilho para se poder fazer uma boa história e por outro lado já não está na moda o jornalismo de antigamente em que se investigava antes de escrever.
Ele desconhece que a votação neste concurso só pode ser feita através do telefone, sendo que cada número apenas pode votar uma única vez.
Agora pensemos, se num assunto tão insignificante ele escreve sem saber sobre o que fala, o que não acontecerá quando tiver que escrever outro editorial verdadeiramente importante.

Se fosse no tempo do Nobel já tinha sido posto na rua, mas esse também despedia pela cor.

26 Feb 2007

Milagre !!!


E, novamente, eu digo que há mais júbilo no céu pelo pecador que se arrepende do que pelas noventa e nove pessoas justas que não necessitam de arrependimento.

Quem disse isto, foi como todos sabemos, Cristo
E hoje Ele tem novamente razão para estar satisfeito.
Um pecador, um invisual impenitente, foi miraculado e passou a ver de uma vista por enquanto.
E tanto viu que escreveu o que se segue:

Olhando para Angola hoje, acabado o álibi da guerra e sendo já difícil justificar tudo com a herança colonial, fica uma dilacerante dúvida: de quem é a culpa? Da história, feita pela potência colonial; nossa, portugueses anti colonialistas que se recusaram a prolongar contra a vontade dos angolanos a tutela imperial; ou deles, antigos combatentes pela independência? A minha resposta, parecendo fácil, é a mais difícil de todas: foram eles, novos colonos na sua própria terra, que se revelaram uma fraude.

Mas como dizia Cristo, nunca é tarde para aprender e assim este miraculado já consegue ver, após trinta anos de descolonização exemplar que os pretinhos, coitadinhos, estão hoje piores do que quando não eram livres mas tinham a barriga cheia.
Claro que isto não se pode dizer.
Vai contra todos os ensinamentos da religião marxista que nos ensina que os povos oprimidos depois de se libertarem do jugo colonialista e abraçarem a fé comunista são muito felizes, tem muitos pioneiros e nunca, mas mesmo nunca mais voltam a estar em guerra entre si.

A próxima novidade para este miraculado, logo que veja dos dois olhos vai ser Timor.
E quem é ele?
Pois, o famoso Daniel Oliveira na sua crónica no Expresso.
Ámen.

19 Feb 2007

Foda-se meus *



É preciso que fique claro que a mulher não terá de “justificar-se” perante ninguém, nem sequer de “explicar-se”, pois a decisão é apenas sua, assumida ao abrigo da sua autonomia enquanto pessoa humana, autonomia essa que lhe concede um espaço de reserva da sua intimidade, que ela não é obrigada a partilhar com ninguém.

Eduardo Maia Costa
Juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça


Muito bem, eu não diria pior.
Aliás Sua Excelência o Senhor Doutor Juiz podia também acrescentar como aviso que à mulher se lhe for pedida qualquer taxa moderadora deve também recusá-la.
Uma das grandes bandeiras dos apoiantes do SIM era que a nova lei não ia transformar este acto de eliminar uma vida naquilo que outros (eu incluído, claro) chamávamos de aborto livre, gratuito e até logo senhora doutora tive muito prazer em conhecê-la.

Não senhor, afirmava-se, havia de haver uma pré-consulta, um pré-acompanhamento, assim a modos que um pré-perservativo que tivesse tido uma ligeira rotura.
E depois a futura ex-mãe ia para casa com uns panfletozinhos, uns desdobráveis e como estamos na Oropa, até talvez um número de telefone para se poder aconselhar.
Se mesmo assim a “coisa” tivesse que ser feita, depois havia de haver um aconselhamento, umas aulas de como foder sem engravidar (só teóricas) e mais uns desdobráveis.

Era tudo tão lindo, mas como nos contos de fada, bateu a meia-noite e lá se transformou a linda carruagem em abóbora.

O antes já está ali explicada pela sumidade que escreveu o artigo no Sol e como membro do mais restrito clube que há em Portugal vai fazer lei para o povinho cumprir.

O depois, como tudo o que é socialista será ainda pior.
E de certeza que vai sair do meu bolso, do seu, do de quase todos.
É a vida, perdão é a morte.

* Título tirado daqui

12 Feb 2007

59 = 25


Parabéns Portugal!
Já não temos nada que nos envergonhe em comparação com a Europa ou como diz Frei Louça, entrámos no Século Vinte e Um.
Mas como é nosso costume em vez de um demos logo dois passos.
Agora também já estamos ao nível democrático de um Idi Amin Dada de um Sadam, sei lá daquele fulano da Coreia do Norte que ganham as eleições todas.

E porquê?
Ora porque segundo a Época Diário de Notícias o sim ganhou com 59,5 % que somada às outras votações dá o estonteante número de 158,57% de votantes.
Quem deve estar satisfeito é aquele senhor que é o Ministro dos Dinheiros.
De um momento para o outro mais cinquenta por cento de clientes para o IRS.

Está grávida? Já não está. Parabéns!




Estou muito feliz com os resultados do referendo.
Primeiro que tudo 4.981.015 portugueses acharam maravilhoso irem para os Centros Comerciais passear e olhar as montras, ficar em casa no quentinho ou então aproveitaram para estarem nos centros de dia para a terceira idade a olharem para o lindo futuro que têm.
E disseram ao senhor engenheiro, vai dar uma volta ao bilhar grande pá.
Este grande vulto que nos governa conseguiu ainda o milagre (não sei se esta não está em vias de ser uma palavra proibida) de dividir a sociedade portuguesa rigorosamente ao meio.
Norte contra Sul, urbanos contra rurais.

Apurados os resultados verificou-se que o apoio ao aborto venceu porque as comunas de Lisboa, Barreiro, Évora e Beja responderam presente.
O operário Jerónimo de Sousa e Frei Louçã saltaram de contentes.
Mas estão errados.
Então, vejamos, se nestes sítios as votações foram o que foram é porque as camaradas sentem a necessidade da liberdade de usarem a nova lei.
Logo, vai haver menos nascimentos.
E quem diz menos nascimentos diz menos votantes.
E quais são, digam-me cá, os partidos mais prejudicados.

Portanto, concluindo, dentro de alguns anos têm a lei, mas não têm votantes.
E isto é um facto positivo o que demonstra que Deus escreve direito por linhas tortas.

10 Feb 2007

Uma telenovela da vida real


Por que hoje é dia de reflexão, uma palermice que os senhores governantes mantêm e que vêm do tempo em que não havia Internet, nem, blogs, nem telemóveis, não se deve falar sobre o assunto do referendo.
E eu cumpro.
Vou escrever sobre o lado negro da vida cor-de-rosa.
Bem, é mentira, no fim falo, mas só de raspão e portanto não conta.

Ora então cá vai.

Maria das Dores não gostava de si própria e portanto a primeira coisa que fez foi mudar o nome para Teresa Pereira da Cruz fazer um segundo casamento com um senhor de posses e ingressar no jet-set tornando-se uma socialité.
Lá chegando começou a gastar do dinheiro do senhor e tornou-se amiga de vultos nacionais como, por exemplo o Conde José Castelo Branco.
E como é que conheceu este senhor?
Simples, o mesmo era muito amigo do filho do primeiro casamento o qual sendo homossexual assumido adoptava certos maneirismos de que o segundo marido não gostava e que fazia questão de lembrar.
Entretanto Maria das Dores Teresa Pereira da Cruz teve um acidente de automóvel e perdeu uma mão tornando-se, naturalmente, uma pessoa menos feliz.
E isso leva-a a gastar cada vez mais dinheiro.
O segundo marido começa a não gostar do rumo que a vida levava e prepara-se para se divorciar.
Ah! Já me esquecia, apesar de viverem num condomínio fechado, alugaram uma casa num prédio da António Augusto de Aguiar por uma soma muito considerável (pelo menos para mim).
E foi aí que a Maria resolveu matar o marido.
Contratou um antigo motorista com sotaque brasileiro e combinou – como sofro de claustrofobia, ele sobe no elevador, eu subo pelas escadas, tu estás dentro do apartamento, matas, dás de frosques e eu recebo o seguro e depois fazemos contas.
E assim foi feito.
E para garantir que tudo iria correr bem, enquanto o marido subia no elevador telefonou ao senhor assassino avisando-o e deixando o registo na facturação detalhada.
E depois confessou ao jornal:

“Os inspectores não voltaram a falar comigo, mas acredito e tenho esperança na Polícia portuguesa, uma das melhores do mundo em investigação criminal”.

Pois agora além de esperanças já pode ter certezas.

Duas notas finais.
Conforme se vê a ficção imita a realidade e os autores das telenovelas apenas precisam de ler jornais para inventar histórias.
Sobre o aborto? Claro, que melhor exemplo de que devia ser autorizado (infelizmente só à posteriori é que se sabe da sua utilidade).

História completa aqui

9 Feb 2007

O Referendo




No domingo você vai ter a oportunidade de se colocar em um dos campos.
Que são visceralmente opostos.
De um lado o totalitarismo de esquerda, a arrogância, a morte.
No outro lado aquelas que contra tudo e todos, em condições por vezes bem difíceis, têm os seus filhos que cuidam e amam.
A favor do sim o senhor Ruben de Carvalho escreve assim no DN:

Depois, não quero voltar a ver mulheres com caras tapadas por blusões e xailes a entrar e sair de tribunais. Não quero ver polícias (a propósito, pagos pelos nossos impostos) a prender mulheres. Não quero juízes (pagos pelos nossos impostos) a condená-las. Não quero prisões (pagas pelos nossos impostos) a encarcerá-las.Tão-só: por absoluto imperativo de consciência, voto "sim".

Ora este simpático militante comunista, não sabe mas alguém podia fazer o favor de lhe dizer, que isto que tanta impressão lhe parece fazer, vai continuar a existir se aquele “sim” que ele tão enfaticamente anuncia ganhar.

Claro que não há, nunca houve nem haverá mulheres presas.
Mas a verdade para um comunista não é uma coisa que não possa ser removida.

Veja-se com que elegância escrevi dois aspectos tão importantes.
A coisa removida.
É isto que importa evitar no domingo.

7 Feb 2007

Os artistas do retoque


O Jornal da Madeira transcreve, na íntegra e sem qualquer tratamento editorial, comunicados do Governo regional, como sucedeu na edição de ontem, no qual este critica o Diário de Notícias, do Funchal, seu concorrente, pela "orientação marxista" e por não "cumprir o seu estatuto editorial de independente".

Estas palavras foram escritas por um jornalista.
Do Público.
O seu nome Amílcar Correia
Ora o que temos aqui, é um jornalista que acha que uma nota oficiosa deve ter um “tratamento” deve portanto ser retocada para que o povinho a perceba.
Se ele acha que se deve fazer isto a um comunicado que vem de um órgão do poder o que é que ele não achará que se deve fazer uma notícia que não lhe agrade particularmente?
Mas este homem é cheio de contradições.
Veja-se mais uma frase do seu artigo (lastimo mas é só para assinantes)

Entre Ogun e Pamuk, os turcos optaram pelo primeiro. E o escritor, ameaçado várias vezes após a entrega do Nobel, trocou Istambul por Nova Iorque.

Ora é notável que ele aqui já não veja necessidade de “retocar” a frase para nos dar a perceber porque mistério um fulano acha que a pátria da liberdade se situa nos estados Unidos, esse país de Satã que quer mandar a ferro e fogo em todo o Mundo.
Bem, não deve ter tido tempo para a “maquilhar”.
Fica para a próxima crónica.

6 Feb 2007

Pouca terra, muita massa



Hoje também não vamos escrever sobre o aborto.
Bem, não é verdade, vamos escrever sobre um aborto mas não é de nenhuma criança que uma futura ex-mãe tenha preferido não ter depois de fazer aquilo que normalmente leva aquela situação.
O aborto chama-se Linha do Norte.
Os números vêm no semanário Sol deste fim-de-semana.

A história, que não deve ser contada ás criancinhas, é assim.

Quando o senhor Professor Aníbal ainda só era o primeiro-ministro deste quintal, ou seja em 1991 iniciaram-se as obras de modernização da Linha do Norte com conclusão prevista, reparem bem p-r-e-v-i-s-ta, para 1993 com um valor de 76 milhões de euros e que deveria levar o comboio a ligar Lisboa ao Porto em 2 horas e quinze minutos.
E como havia muito dinheiro e estava tudo a correr bem, compraram logo os Alfas pendulares que iriam aproveitar a magnífica linha em estonteantes velocidades.

E o que é que aconteceu ò crentes?

Pois hoje em 2007 os senhores que mandam nisto tudo já gastaram 1863 milhões, uma singela derrapagem de 2000 %, o tempo de viagem é de 2 horas e cinquenta e cinco minutos, cerca de quarenta minutos melhor do que faziam nos anos sessenta, e as obras estão suspensas, para dar lugar às Novas Obras Para o TGV.

Duas notas finais:

As Novas Obras têm um valor previsto de 4700 milhões de euros e vão terminar (é apenas um prognóstico) em 2015 e isto é publicidade não é para levar a sério.

Sim, nenhum dos gestores que derraparam daquele maneira, foi acusado, nem foi preso e aposto que a maioria foi transferida para As Novas Obras.
As boas mãos devem ser mantidas.

O governo agradece que discutam apaixonadamente outros temas, que este ferve.

5 Feb 2007

Há peão prá bola


Hoje vamos fazer um apontamento muito ligeiro e não vamos dizer nada sobre o aborto.
Deixamos esse assunto aos cronistas da ordem, mas mesmo assim recomendo que leiam o texto que Joana Amaral Dias assassina no DN para melhor perceberem quanta asneira se consegue dizer em tão pouco tempo.

Não hoje o assunto é bola.
E não se pense que lá porque o senhor engenheiro só gosta de correr no meio de homens isto é um assunto menor.
Não é.

Na última jornada do campeonato da Liga Honra onde batalham esforçadamente 16 clubes, sete não marcaram um único golo, oito marcaram um golo por emblema e finalmente o último marcou cinco num jogo em que o árbitro arranjou um penalty (que não entrou) e validou o golo do empate em clara falta, como ele próprio irá verificar hoje no emprego (trabalha no BES, que patrocina a equipa ganhadora) em conversa com os colegas.

Dá portanto a média de 0,8 golo por jogo e se tirarmos aquele jogo fora do contexto daria meio golo por jogo.
Há assistências de um a dois milhares de pessoas, sendo que algumas delas são no lindos estádios de Aveiro e Leiria, que custaram paletes de dinheiro.
E por falar em estádio, o do Algarve que está sempre às moscas vai servir para uma prova do Rally de Portugal.
Foram todos construídos para honra e glória do Euro 2004.
Foi há tanto tempo.
Já ninguém se lembra.

30 Jan 2007

Amplas liberdades democráticas


Segundo o semanário Sol, Salazar vai à frente na votação popular para a eleição do maior português.
Esta notícia, a ser verdade, pois deve dar-se sempre uma margem de desconto a tudo aquilo que os jornalistas escrevem, é um absoluto espanto.
Salazar foi um camponês que governou aquilo que era uma dos maiores impérios mundiais como se governasse uma qualquer quintarola nas beiras.
Não permitia qualquer tipo de liberdade, não acreditava na democracia, e vivia completamente desligado do mundo real.
Já devia estar enterrado nas brumas da memória com uma singela nota de rodapé.
Então porque é que tanta gente, aparentemente, vota nele.

Há duas hipóteses.
A primeira é de que perante a ameaça do colectivo comunista se unir e votar no camarada Cunhal para o levar à vitoria (o que segundo o mesmo jornal, lhe está a dar o segundo lugar) a direita numa prova de força e sendo que os outros candidatos não têm força política, vota nele num sentido pranto saudosista.
É certo que uma hipotética vitória de Cunhal seria não só um espanto como um insulto a todos aqueles que se bateram para evitar que uma ditadura de direita fosse substituída por outra de esquerda.

A outra, ainda mais absurda, é de que os portugueses querem de volta a ditadura porque não sabem pensar pelas suas cabecinhas e querem sempre que outros, o Estado de preferência, lhes resolvam os problemas.

Qual destas estará a acontecer?

26 Jan 2007

A terceira mentira


Continua a gritaria em relação ao referendo sobre o aborto marcado para Fevereiro.
Como alguns se lembrarão já desmontei duas das maiores bandeiras que os adeptos do sim empunharam, a saber:

A nova lei liberaliza por completo o aborto até às dez semanas, sem que a futura ex-mãe tenha que dar qualquer justificação.

Nunca, em momento algum, de há vinte anos para cá uma mulher foi presa por abortar. Nem mesmo foram presas as parteiras que roubavam nos hospitais em que trabalhavam material para os fazer, a troco de uma modesta comparticipação de quinhentos euros.

Isto é verdade, não é publicidade.

Vamos agora desmontar a terceira afirmação/desejo.
Ela é – não devemos partidarizar a campanha, deixemos a sociedade resolver o problema.
E então para que isto seja verdade, o senhor Doutor Louça, o operário Sousa, e o talvez engenheiro José a toda a hora e a todo o momento estão nas televisões em alegres comícios (bem não podem ser muito alegres, porque fala-se de morte) a apelar ao votos dos filiados.

Deixemo-nos de hipocrisias.
Este referendo para lá do valor que terá ao demonstrar as qualidades éticas e humanas deste povinho é mais uma das muitas guerras travadas entre a direita e a esquerda.
Claro que a esquerda, que tradicionalmente consegue mobilizar o seu eleitorado gostaria que a mensagem passasse de tal maneira que a direita sentisse que este duelo não estava em jogo e assim desmobilizasse a sua actividade.

A ênfase da esquerda pode ser notado em, por exemplo, o senhor consultor em três crónicas dedica duas ao tema do aborto.
Isto até podia ter uma leitura positiva que era a de que o partido comunista acha que está tudo bem em Portugal menos este pequeno caso.
Verdade que a crónica de hoje apenas critica os argumentos do “não” sem se dar ao trabalho de enumerar as vantagens do “sim”.
Temos que ser sinceros, para o partido comunista, esta é uma luta de morte.
Farão da vitória do sim, que não se cansarão de repetir será alcançada mesmo contra o fraco entusiasmo do partido socialista, uma vitória pessoal e retumbante.

Há no entanto dois casos, protagonizados por mulheres, que lhes vão fazer engulhos.
Um é de Paula Teixeira da Cruz, conhecida esposa do dono do BCP-Millenium e pessoa graúda dentro do PSD que se lhe juntou.
Menina, por favor, agradecemos mas ponha-se na terceira fila por caridade.
O outro é Fernanda Câncio (dispensa apresentação) que hoje nos afirma

que a lei não abre excepções para meninas de 14 anos - mesmo se, aos 14 anos, nem sequer se é imputável criminalmente. O que se sabe é que a lei diz que toda a gravidez "normal" que não seja entendida como fruto de crime de violação deve ser levada a termo, com carácter de obrigatoriedade e sob ameaça de três anos de prisão.

Isto com a lei actual. E com a futura lei, como é que será, pergunto eu?


A Fernanda se sabe, esqueceu-se de pôr isso no artigo.

Nota Final: A Fernanda nas últimas seis crónicas, cinco foram sobre o tema do aborto. Estará ela de “esperanças”. Seria um milagre!

24 Jan 2007

Ninguém sabe dasatar o nó



O prós e contras desta semana (sobre a adopção) conseguiu ser uma vergonha maior do que a vergonha que é regularmente.
Fátima Campos Ferreira, que até é capaz de ter uma carteira de jornalista, entrou em palco decidida a ser a estrela principal, a apoiar sem limites uma das partes e a achincalhar da maneira possível a outra.
Um autêntico nojo digno de uma TVI mas imperdoável numa televisão que é do Estado e que deve ser imparcial.
A claque aplaudia a todo o momento e a Dra. Fátima impávida e serena, ela que um dia ameaçou pôr fora da sala uns acompanhantes de César das Neves.
Este caso está a tornar-se um autêntico maná para as televisões sempre ansiosas de causas fracturantes, com sangue, lágrimas e que não tenham que suar muito em complicadas investigações.
Ainda se lembram dos dois funerais de estado que a TVI arranjou à custa de um futebolista e de um actor de telenovelas?
São assim estes vampiros que gostam de ser chamados de jornalistas.

Vamos a factos:

A brasileira ilegal conheceu um português e na mesma noite levou uma queca (até a Carolina Salgado demorou um bom bocado mais a despir-se). Uma semana depois o namoro deu em nada.
Três meses depois a brasuca aparece ao infeliz e anuncia-lhe a boa nova.
Se alguém acha que o homem ia começar a dar pulos de contente e aos gritos-é meu, é meu- deve estar doido.

Entretanto através de uma amiga deu a filha a um casal que nunca tinha visto e este foi ao notário registar a aquisição.

Como um filho agora não pode ser de pai incógnito ela lá teve que fazer um esforço de memória e recordar-se do presumível pai que obrigado a fazer um teste de ADN e após o mesmo ser positivo decidiu aceitar a filha e perfilhá-la.

Isto foi há quatro anos. Escrevo outra vez há quatro anos.

De então para cá o senhor Luís Gomes recusa-se a entregar a criança, O pai recusa-se a deixá-la ir. A mãe o que quer é que não lha dêem de volta e os tribunais e todos os organismos do estado que deviam tratar a tempo e horas deste assunto dormem sossegados.

Claro que estes factos não se enquadram todos no choradinho nacional e assim os senhores jornalistas retocam a realidade para ficar de acordo como eles mais gostam.

Ainda hoje na entrega do “habeas corpus” que de antemão já se sabe que vai ser recusado o primeiro proponente (dono de um escritório de advogados) declarou:

O STJ não é pressionável mas obviamente vai ter em atenção que são dez mil assinaturas e pede apenas a análise jurídica do caso aos conselheiros sem ligarem ao alarido que o processo está a causar

Pois!

22 Jan 2007

História para criancinhas


No jornal Público escreve um senhor historiador que dá pelo nome de Rui Tavares.
No passado sábado apanhando a boleia da moda resolveu escrever sobre o referendo do aborto.
Agora estão para aí a pensar, deve ser bom de ler, uma resenha histórica do aborto desde Adão até aos nossos dias.
Mas estão enganados. Este senhor historiador é daquele género de reescrever a história, para poder contar depois muitas estórias.
Vamos então ouvi-lo:

Numa paróquia da encantadora cidade alto-alentejana de Castelo de Vide exerce um cónego que decidiu esta semana ameaçar com a "excomunhão automática" a todos os cristãos que votarem "sim" no referendo de dia 11 de Fevereiro. O nome do cónego é Tarcísio Fernandes Alves, e reparem num pormenor curioso: se em condições semelhantes um patrão ameaçasse despedir os seus empregados ou uma associação expulsar os seus associados, ninguém teria dificuldade em identificar ali um caso claro de chantagem, intimidação e constrangimento da liberdade de voto.

Sim, sim leiam segunda vez, que da primeira até dá para pensar que lemos mal.
Este senhor historiador, catedrático numa qualquer universidade perto de si ou do seu filho, acha que as pessoas que de livre arbítrio se deslocam a um lugar de culto para ouvir a voz do seu pastor, são iguais a um amanuense que recebe o pré ao fim do mês ou aos sócios do Futebol Clube do Porto com cartão, número de sócio e fotografia.

E depois, embalado não consegue travar e aí vêm mais pérolas.
Continuemos então a aprender história:

Ora não é de excluir que para muitos paroquianos de Castelo de Vide e do país inteiro seja igualmente grave a ameaça de ser expulso da comunidade dos fiéis, com todas as suas implicações terrenas e celestes, que aliás o cónego faz questão de também desenvolver, avisando já que pretende excluir da missa os abstencionistas e anunciando para mais tarde uma interdição de enterros religiosos. Colocadas no seu contexto, são ameaças sérias - caso contrário, a chantagem não funcionaria -, além de ilegais se forem repetidas em período oficial de campanha.

Chantagem?
Mas onde é que o senhor historiador terá ido buscar tão estapafúrdia ideia. Então, e apanhando o seu exemplo, se o Presidente do FCP ameaçar um adepto transviado que lhe aparece na assembleia-geral mascarado de adepto do Sporting com a expulsão da sala, isso é chantagem e deve ser proibido.
Se calhar até tem razão, mas vai ter que explicar isso muito devagarinho à claque do Super-Dragões.

Ilegais?
Então será que o senhor historiador vai querer avalizar antecipadamente os sermões que os párocos vão fazer no período eleitoral? Só pode.

No fundo isto não passa de espuma num momento em que as diferentes campanhas vêm para o terreno cheias de entusiasmo para fazerem valer as suas ideias.
O que preocupa é que este senhor é professor.Quando está a ensinar, ensinará história ou as suas estórias?

7 Jul 2006

Para Cristina e Sónia


Obrigado pelas visitas.
Se não têm, peçam emprestado e não devolvam
Façam o favor de ser felizes.

4 Jul 2006

La France, demain

Se numa paragem de autocarro uma pessoa começar a olhar para o céu, instintivamente a maioria das pessoas que estão na mesma paragem olhará também.
E com um pouco de sorte até verão aquilo que o outro está a ver, ainda que ele nada veja.

E o que é que se está já a ver?
Pois muito bem, a extrema-direita francesa comandada pelo Le Pen

varrerá das avenidas os tugas que se atrevam a comemorar a vitória na Alemanha dos lusitanos sobre os mesmos franceses.
Mas será assim?

Há aqui também um problema que é a existência da novalíngua (como Orwell muito bem previu).
Deixou de haver negros. Passou a haver afro-europeus.
Os passadores de droga passaram a “oriundos de famílias desestruturadas”.
As empregadas de limpeza a auxiliares de educação escolar.
Os bandalhos, delinquentes e especialista de roubo por esticão até aos dez anos passaram a ser crianças em perigo, daí para a frente passaram a ser jovens.

Assim o que aconteceu em França com a célebre revolta dos subúrbios onde centenas de carros foram vandalizados passa a ser lido como:

“Perante a arrogância policial, um pequeno grupo de afro-europeus acompanhados de algumas crianças e jovens desestruturados revoltou-se contra a sociedade que não lhe arranja empregos”

Amanhã pode ser este o panorama.
Meter aqui Le Pen, é meter a cabeça na areia.

“Que fazem os nossos políticos, que fazem os nossos polícias, que fazem os nossos juízes?, interrogava-se o malogrado Christien Jen (em La guerre des rues – La violence et les “jeunes” – Plon 1999).

graças, em particular, aos homens competentes que estão à frente da segurança pública, os nossos dirigentes não podem ignorar a ameaça de caos que a pequena e média delinquência, as agressões e os motins urbanos fazem correr ao nosso país. Todavia, não retiraram daí quaisquer consequências”

in Tolerância Zero – Georges Fenech – Editorial Inquérito (2001)

Nepal



Aeroporto de Lukla (LUA / VNLK) fotografado por Florentin Groeli.
Segundo informação anexa só pilotos com sete anos de experiência são autorizados a aterrar aqui.
Pudera !!!

3 Jul 2006

Show me the money



Casa de Betty Grafstein e Castelo Branco recebeu apoio camarário para obras em 1999

No Público de hoje lê-se que este simpático casal recebeu em
“meados de 1999, ao tempo da gestão da socialista Edite Estrela, que Betty Grafstein uma comparticipação municipal de 1.635 contos (8.157 euros) para as obras de conservação na casa das Escadinhas do Visconde de Ouguela. O imóvel, no acesso ao centro histórico e na freguesia de São Martinho, foi comparticipado ao abrigo do programa de conservação e restauro de edifícios Coresintra. O pedido dera entrada na autarquia em Setembro de 1998 e estimava o total da recuperação de coberturas e fachadas, que terá ficado concluída nesse ano, em 8.429 contos.”

Mas a casa é enorme e continuou a precisar de obras para guardar a coleçºao de sapatos e outras miudezas do Zé e assim se bem o pensaram melhor o fizeram e “Betty Grafstein voltou a candidatar-se ao Coresintra em 2004, para a mesma casa, mas o processo não teve logo andamento. Só em Maio passado, com as obras em ritmo avançado, o gabinete dos Centros Históricos concluiu a avaliação da candidatura. Segundo o orçamento dos serviços, o total dos trabalhos de fachadas, carpintarias e cobertura ascendem a 202 mil euros. Na informação refere-se que a comparticipação "é de 15 por cento", mas os cálculos efectuados basearam-se em 50 por cento, apurando-se um apoio de 106.100 euros.

Fernando Seara regressado da Alemanha declarou “"
Acho estranho que o PS mude de opinião. No tempo em que governava era bom e nunca se absteve de apoiar quem quis", argumentou Fernando Seara, acrescentando: "Gostava de saber qual é o artigo do regulamento em vigor que permite a discriminação. Até esta proposta eram todos pobres. Agora o dr. João Soares descobriu um rico".”

João Soares que acumula as funções de vereador com as de deputado (é por isso que depois dão cabo da coluna) encontra-se ausente do Pais em missão parlamentar.

1 Jul 2006

Embraer



Não parece, mas é brasileiro.
Pode ser que um dia, na Azambuja....

Cuidado



Novo disfarce dos fiscais do IRS.
Você abre, confiante a porta, e ele verifica o inventário!

Dê prioridade, gaitinha






O maior acidente do mundo em aviação aconteceu em terra.
Este foi menos grave e provávelmente tinha tirado a carta em Portugal!

Note o feet do man a travar!

Le Tour





Começa hoje!
Este está lá e vai certamente dar muitas alegrias.
Há mais desporto além do futebol.

29 Jun 2006

Stop





Em 30 de Agosto do ano passado Paulo Campos (sim, você não sabe quem é, mas não faz mal) declarava a um jornal:

Já a conclusão de outra via destinada a facilitar a vida aos automobilistas de Lisboa, a CRIL, continua sem prazo marcado. Sobre ela o secretário de Estado das Obras Públicas disse apenas tencionar tê-la em funcionamento até ao fim da legislatura. Não o conseguir "será um falhanço político" do seu ministério. É verdade que ainda não houve acordo entre a empresa pública Estradas de Portugal e os moradores dos bairros de Santa Cruz de Benfica, Venda Nova, Damaia, Buraca e Alfornelos, que rejeitam as soluções que lhes têm sido apresentadas para a passagem à sua porta do troço da CRIL entre a Buraca e a Pontinha. Mas o governante mostra-se pouco preocupado com isso: "Não são eles que determinam as opções do Governo. O que determina as decisões do Governo são os interesses do país."

Hoje no JN o secretário de Estado-adjunto das Obras Públicas, que vejam lá, é o mesmo Paulo Campos declara:

"O secretário de estado disse estar ali para ouvir a população e também o outro lado. Durante o encontro, os moradores reiteraram a ideia de que a via deve ser construída de forma a respeitar as pessoas e não o contrário", esclareceu Fátima Cardina, da comissão de moradores da Damaia.

Mas felizmente desta vez a coisa vai, talvez vá, não vai mesmo andar porque a conclusão foi de que:

Segundo a responsável, durante o encontro não foram , porém, adiantados prazos, nem alternativas ao projecto. "Estamos à espera que o projecto seja colocado outra vez em consulta pública para nos podermos pronunciar", adiantou.

Este projecto leva de projecto dez anos.
A única conclusão a tirar é que não há vergonha em Portugal

26 Jun 2006

Boane



Para quem esteve lá e gosta de recordar, as fotos estão aqui

22 Jun 2006

Desculpem

Afinal devido ao fenómeno conhecido como efeito futebol " o que é verdade de manhã é mentira á noite" a aguardada publicação será feita aqui

21 Jun 2006

Aviso



Amanhã
Transcrição da mais importante escuta no caso CP.
Sexo, suor, lágrimas, sangue.
Personagens nunca dantes reveladas.
Os segredos que “eles” julgavam enterrados para sempre.
Para se preparar veja isto

20 Jun 2006

Pontapé na bola



Espanha-Tunísia

Pontapés que acertaram no alvo 10/3
Finalizações 24/4
Faltas 9/24
Cantos 12/1
Livres 2/1
Amarelos 2/6
Posse de bola 66/34

Como é que uma equipa pode estar a perder durante 63 minutos com estatísticas como estas.
Simples:

“There are three kinds of lies: lies, damned lies and statistics”
Benjamim Disraeli


Ou

“É futebol”
(ponha aqui o nome de um jogador tuga)

7 Jun 2006

Aldra


Em 1820 o matemático Carl Friedrich Gaus sugeriu a comunicação com outros planetas pela criação de um gigantesco triângulo de Pitágoras na floresta Siberiana. Pensava que qualquer extraterrestre capaz de construir um telescópio compreenderia o teorema.
Os lados do triângulo seriam feitos pelo corte de dezenas de milhas de árvores.

Lembrem-se que naquele tempo não havia ainda Os Verdes

A primeira tentativa realmente séria de contactar outros seres foi feita em 3 de Março de 1972 quando a Pioneer 10 foi lançada para o espaço e se tornou o primeiro objecto a sair do sistema solar.

O cientista Carl Sagan viu ali a oportunidade de colocar uma mensagem na nave e conseguiu autorização da NASA para o fazer tendo sido a própria mulher a executar o desenho.

Se fosse cá o 24 Horas havia logo de dizer “Marido emprega mulher…

Mas o casal suspeitou que a NASA podia censurar as imagens e assim desenharam a mulher sem vagina.

O jornal Philadelphia Inquirer reproduziu o desenho mas suprimiu os bicos dos peitos (nipples no riginal) o Chicago Sun Times removeu os genitais de ambos.

(Tradução livre da entrada de Alan Fletcher em "The art of looking sideways” da Phaidon

Ou seja na primeira vez que tentamos dizer algo de nós aos outros enviamos logo uma mentira. Está no sangue

Itálicos, obviamente da minha responsabilidade

3 Jun 2006

Prognósticos




Há uma má notícia sobre a selecção nacional.

Bem na realidade há uma data delas mas como é preciso destacar uma, e como em bola sou como o Venerando "nunca me engano e raramente tenho dúvidas" aposto dobrado contra singelo como o Romero só faz um bocado do primeiro jogo.

Está-se mesmo a ver que após uma entrada mais "viril" de um palanca ele perde a cabeça, (bem é um modo de dizer) e vai de abalada para o balneário.

É que não há duas sem três.

Ideias de sábado à tarde



A recente passagem de um filme sobre a violência numa escola do subúrbio de Lisboa levantou polémicas.
Eu não estou aqui para aumentar os problemas mas sim para os resolver.
Portanto
Temos que levar em linha de conta com as diferenças e se o gandulo, jovem, criança não queria pôr o “cap” porque não tinha tido tempo de arranjar o gel na carapinha isso tem que ser respeitado.

Digam-me lá se o uso da burka faz mal a alguém lá nas terreolas dos árabes?
Então não é verdade que os crimes sexuais diminuíram, que o cancro da pele praticamente não tem expressão entre as mulheres?
E depois nem todas podem ser Merches e assim nivelam por igual.
Ainda é melhor que a paridade.
Todas iguais, muito mas mesmo muito iguais.

E depois outra “criança” já não queria ir mais á escola.
Tem que ser respeitado.
Para que é que o Merche andou a perder tempo lá nas escolinhas se agora só a dar pontapés na bola ganha balúrdios.
E por falar em pontapés não é o que as “crianças” gostam de fazer aos professores.
Eu vejo aqui uma clara indicação profissional.
E nem precisam de psicólogos para os aconselhar.

Algumas “crianças” já vão armados de pequenos canivetes, facas muito pequeninas e soqueiras de plástico para a escola.
Acho bem.
Primeiro cria um espírito bélico que sempre acompanhou os lusos quando conquistavam mundos.
E depois dá um bom tirocínio para entrarem futuramente na GNR e se tiverem sorte de Timor durar até lá puderem ganhar muito dinheiro a fazer aquilo que gostam.
Dar porrada.

Sufocamos